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5 de outubro de 2023

ME AME ANA

Abra a porta do meu apartamento
Me veja deitado aqui no chão
Eu estarei inerte nesta poça vermelha
Meus olhos vidrados para o nada
Meu coração não baterá mais
Não chore por mim

Abra os olhos
Não estou mais do seu lado
A cama esta fria
Mas aonde você me perdeu?
Mas o café não tem mais cheiro
Eu não quero que você chore

Sonhos acabam quando acordamos
Você se foi e eu que fiquei
Nós já estamos separados
O seu sorriso é o meu choro
Serei sozinho sem seu sentimento
Vou me cuidar para não adoecer

Arthur Claro


Essa poesia foi criada para nenhuma Ana e muito menos para alguma mulher com outro nome, escrevi conforme foi vindo na cabeça e com isso surgiu esta poesia, o nome também surgiu de repente.

24 de novembro de 2022

SURTOS DE RENIEL SANTOS

Meu rosto marcado com um chute
Meus olhos castanhos semi-abertos
A boca ensanguentada e dolorida
Estou com dor pelo corpo inteiro
Meus pensamentos estão difusos
Estou com saudades de você

Volta pra casa minha amada
Volta Joana Maria pra mim
Estou delirando por você
Estou com muitas dores
Estou com saudades dos seus carinhos
Por que faz isso comigo

Pego um pedaço de papel velho
Uma xícara de café bem quente
Tenho uma crise de tosse bem forte
Afio bem a ponta de um lápis
O céu azul me inspira profundamente
Quero escrever sobre nós dois

Reniel Santos


Essa poesia é a continuação da poesia anteriormente postada, é somente um pequeno surto do personagem que idealizei.

17 de novembro de 2022

A MINHA TRISTE POESIA


Pedaço de papel envelhecido
Marca de xícara de café
Poça de sangue da tosse
Desenho a lápis um crânio
Penso nestes versos
Indeciso no uso das palavras

Saudade da amada Joana Maria
Um breve momento de felicidade
Rascunho mais alguns versos
Tosse forte novamente
Olho perdido no horizonte
Sorrio timidamente do devaneio

Rabisco o meu nome no papel
E volto a pensar na amada
Não vejo a hora de beijá-la
Idealizo o momento romântico
Espero tocar os dreads verdes
Lembranças vívidas na memória

Soluços de tristeza
Amor dói!
Noite fria!
Tosse violenta com sangue
Onde Joana Maria está?
Será que ela me esqueceu?

Reniel Santos


Essa poesia nada mais é sobre a imagem que ilustra ela, mas eu criei ela quando estava pensando em criar uma personagem para um futuro conto, mas com o tempo deixei pra lá a ideia do conto, mas o que sobrou foi esta poesia e a próxima poesia que vai aparecer semana que vem, se foi de curiosidade e vontade de vocês posso tentar retomar a ideia do conto e quem sabe criar mais poesias com isso, mas o que realmente quero dizer que eu criei essa poesia em paralelo a imagem que criei no PicsArt, então foi um momento de criatividade absurda que tive mil ideias e fiz somente duas. O que vale deixar claro que esta poesia foi feita pelo Reniel Santos (personagem) e não por eu (Arthur Claro).

21 de abril de 2022

NÃO ME CALO TÃO CEDO

Velhos costumes
Os mesmos sujos e vermes
Metem, mentem e metem novamente
Insultam despropositadamente
Tocam corpos sem permissão
Objetificam seres humanos sem razão

Sujos costumes
Asquerosos velhos vermes
Não pedem desculpas sinceramente
Gozam, gritam e gozam novamente
Um sentimento de reprovação
Estupram mulheres sem razão

Seres desprezíveis equivalente a estrumes
Estes boçais possuem velhos costumes
Metem, gozam, cospem e metem novamente
Eles não merecem perdão
Não merecem liberdade entre a gente
Só merecem reclusão

Não sou uma vítima
Mas isto poderia acontecer com a sua prima
Ou até a sua namorada
E você ficaria sem fazer nada?
Denunciem sem medo
Não se cale tão cedo

Arthur Claro


Essa poesia foi criada é sobre a violência sexual que muitas mulheres sofrem pelo mundo e também aqui no Brasil, então fiz essa poesia para denunciar este crime atroz e peço que vocês também não se calem sobre isso ou qualquer outro tipo de violência.

14 de abril de 2022

SOCORRO / SILÊNCIO

Velas sobre a mesa do jantar
Cálices de vinho tinto
Pratos de porcelana chinesa
Talheres enfileirados na ordem
A sala na penumbra
SILÊNCIO!

Mas aonde estou?
Por que estou aqui?
O que eu faço aqui?
Meus pensamentos difusos
Estou surtando
SOCORRO!

De repente um cheiro
Um delicioso cheiro
Advindo da cozinha
O cheiro me atiça a fome
Estou faminto
SILÊNCIO!

Medo do desconhecido
Vontade de chorar
Incapacidade de raciocínio lógico
Corpo imobilizado
Boca seca
SOCORRO!

Olhos meus estão curiosos
Tento me situar em vão
Minhas mãos e pés estão imobilizados
Tensão de disparar o meu coração
Suor frio na minha espinha
SILÊNCIO!

Terror psicológico
Sugestões para me enlouquecer
Não consigo saber aonde estou
Estou sem um porto seguro
Sangue misturado com urina
SOCORRO!

SILÊNCIO!
Tenho medo (SOCORRO!)
SILÊNCIO!
Não quero morrer (SOCORRO!)
SILÊNCIO!
Me deixe ir embora (SOCORRO!)

Arthur Claro


Essa poesia foi criada utilizando as contradições das palavras SILÊNCIO e SOCORRO provocam em nós em momentos de desespero. Mas esta poesia é somente mais uma obra ficcional da minha mente para ser esvaziada. Ao ler a palavra SILÊNCIO peço que imagine alguém falando baixinho e calmo, ao ler a palavra SOCORRO peço que imagine alguém gritando bem alto.

20 de janeiro de 2022

SONHO

Teclas do piano empoeiradas
As janelas estão fechadas
Um cheiro putrefato no ar
No assoalho uma poça de sangue
A parede descascando a pintura
Sem luz e nem vela para iluminar

Privada imunda de fezes e vômito
Chuveiro está gotejando
Ladrilho quebrado perto da banheira
As formigas caminham pelo chão
Uma barata passa pela pia
A parede esta mofada

Na pia da cozinha tem pratos sujos
A mesa com farelos de pão
Geladeira aberta e vazia
Novamente o cheiro putrefato
Algumas guimbas de cigarro pelo chão
Mais sangue sujando o ambiente

Uma noite de sexta-feira
Chuva torrencial na cidadezinha
Raios, relâmpagos e trovões
Ventos violentos passando por tudo
Medo
Acorda aliviado que isto era um sonho

Arthur Claro


Essa poesia foi criada para mostrar um sonho, não foi um sonho que tive, mas fiz como se fosse realidade tudo até o sonho ser real.

4 de julho de 2019

UM DEVANEIO TUBERCULOSO

Estava deitado na cama tentando dormir
A minha febre é de 40 graus
O meu corpo dói
Tusso tanto que até vomito sangue
Estou com uma aparência cadavérica
Meu olhar esta profundo
Meus cabelos estão compridos e cheios de nós
Estou tão depressivo
Não sinto com vontade de viver
Não me apaixono mais
Não quero atrapalhar a vida de ninguém
Se eu morrer amanhã
Deixarei saudosos as pessoas mais queridas?
Deixarei de ver Aurora pela janela?
Mas encontrarei meus ídolos?
Tudo talvez possa acontecer
Pois a única certeza é a morte que chegará

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir de fragmentos de poesias que fui escrevendo aos poucos e então surgiu esta poesia completa, não sou um tuberculoso e muito menos estou aqui para ridicularizar quem é, eu somente fiz uma poesia inspirada em um autor que tenho grande admiração e que me fez querer se aventurar no mundo das poesias, o autor é Álvares de Azevedo, sim já falei muito dele aqui, basta procurar no local de buscas do meu blog que vocês podem encontrar os posts ou então ir ver todos os posts desde o princípio para ver tudo que já postei e ai quem sabe encontrar tudo que já postei relacionado a ele. Hoje não vou colocar imagem, pois acho que não necessito ilustrar esta poesia.

6 de dezembro de 2018

POESIA DE TERROR


Estúpido é aquele rapaz
Que guerreou pela Paz
Entrando no fronte da morte
A arma dele jorrando sangue
Ele é mais um parvo na gangue
Da Guerra saiu vivo por sorte

Pois balas douradas furaram suas pernas
Essas horríveis visões na mente serão eternas
Esse rapaz serviu à pátria de imbecis
Fez inimizades com desconhecidos
Viu no chão os irmãos de Guerra feridos
Enquanto megalomaníacos bombardeiam civis

Desde criança à velhos são assassinados
Poucos fugiram de serem baleados
Será que existe vencido e vencedor?
Pois batalhões inteiros foram minguando
Será que a Guerra está acabando?
Eu poeta encerro essa poesia de terror


Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir da vontade de falar sobre a Guerra, não é sobre nenhuma específica, mas também não é sobre nenhum soldado conhecido meu ou do mundo, a música que ilustra essa poesia é a Soldados da banda Legião Urbana.

20 de julho de 2017

SUÍTE 136

Lua cheia brilhando no céu negro
A janela entreaberta clareia o leito
Mais uma noite sozinho
Na mente lembranças tristes
E os olhos abertos de insônia
Mas já está na hora de sonhar

Visões horrorosas parecem reais
Uma voz sopra no ouvido “Não durma”
O medo é mais forte
Arrependimento do crime passional
Uma faca ensanguentada está sobre a mesa
O corpo sem vida no leito

Na banheira tem um corpo despido e inerte
Olhos fixos no azulejo trincado
É questão de tempo para a chegada da polícia
Arrombam sem piedade a porta da suíte 136
Rastros de sangue, vômito e sêmen
Bons sonhos para o sono eterno

Arthur Claro

Essa poesia foi criada pensando em uma cena de assassinato, calma pessoal, eu não cometi nenhum assassinato e relatei aqui, eu pensei e quis fazer uma poesia assombrosa, acho que consegui, o que vocês me dizem? O número da suíte é o primeiro número que veio na cabeça.

8 de junho de 2017

AOS VINTE E SETE


Sozinho e isolado em um quarto escuro
Está angustiado querendo na verdade ser abortado
O sangue corre pelas veias do corpo puro
Não consegue manter-se acordado
O corpo não tem mais força pra viver
Só esperando a hora de morrer

A figura cadavérica no espelho reflete
As drogas vão até aonde ninguém que ir
Sua aparência não é de quem tem vinte e sete
Pois não te vejo mais a sorrir
A dor que sentes parece que não vai cessar
Os olhos alguma hora irão cerrar

Os dias viram semanas que viram meses
Saudades do tempo que ainda não veio
Uma agonia que bate por várias vezes
A cabeça vive num verdadeiro devaneio
Finalmente a alma irá descansar em paz
Para acabar o sofrimento nada que um lindo “Aqui Jaz”

Arthur Claro

Essa poesia foi criada quando eu completei 27 anos e eu lembrei do Kurt Cobain, da Janis Joplin, do Jimi Hendrix, do Jim Morrisson, da Amy Winehouse e outros famosos que morreram com 27 anos, então está poesia é de certa forma uma homenagem para eles. Como vocês podem ver eu já passei dos 27 anos, neste exato momento estou com 30 anos. A imagem eu encontrei no Google.

22 de outubro de 2015

VERSOS PUERIS


Teu corpo nu iluminado pelo luar
O sereno da noite gélida cai em tu
Lua branca e grande no céu
Incrivelmente tu rasgas teu pulso puro
Cálice do teu próprio sangue tu absorve
E de repente apareceu uma vampira

Vampira toda sensual de se encantar
Enquanto isso o vento beijava seu corpo nu
Rosto alvo coberto por um negro véu
Seio arrepiado e bem duro
O líquido rubro tu continua a sorve
Sendo que cada gole ingerido tu suspira

Arthur Claro

Essa poesia foi criada para ser simples como o próprio nome já diz. É somente uma poesia simples de versos simples e um pouco de vampira.