Mostrando postagens com marcador ANTIDEPRESSIVO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANTIDEPRESSIVO. Mostrar todas as postagens

16 de abril de 2020

ANTIDEPRESSIVO BLUES


Noite com a Lua Cheia no céu estrelado
Uma xícara de café fresco sobre a mesa
Um cigarro repousando no cinzeiro
Folha de caderno e uma caneta azul
Solidão no aconchego do quarto
Criatividade ativada no modo 'poeta'

Um trago no cigarro
Uma reflexão na cabeça
A fumaça se esvai dos lábios
Enquanto o pensamento permanece
Um flerte com o horizonte vazio
Uma distração para a depressão

Um gole no café
Uma ideia para poesia surgindo
Escura noite de chuva torrencial
Apenas a solidão como companheira
Um momento de paz
Uma tristeza no coração

Um novo trago no cigarro
Refletindo sobre os versos
Um trovão barulhento lá fora
Agora o medo surge
Um momento vazio na escuridão
Mais um verso transcrito no papel

Infelizmente o café acabou
Resta a poesia na cabeça
E a fumaça do cigarro no ar
A criatividade se esvai no papel
Palavras formando os versos
Fim da poesia e do cigarro

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir da vontade de criar uma música em ritmo de Blues, mas como não tenho habilidade para criar melodia, escrevi esta poesia e quem sabe alguém saiba tocar blues entre em contato comigo e ai eu crio meu Blues. Eu confesso que estava triste quando criei esta poesia, agora não estou mais, já passou e estou feliz. A imagem foi retirada do Google e eu quis usar ela somente porque gostei. Que fique claro, eu não fumo, mas gosto de café.

8 de junho de 2017

AOS VINTE E SETE


Sozinho e isolado em um quarto escuro
Está angustiado querendo na verdade ser abortado
O sangue corre pelas veias do corpo puro
Não consegue manter-se acordado
O corpo não tem mais força pra viver
Só esperando a hora de morrer

A figura cadavérica no espelho reflete
As drogas vão até aonde ninguém que ir
Sua aparência não é de quem tem vinte e sete
Pois não te vejo mais a sorrir
A dor que sentes parece que não vai cessar
Os olhos alguma hora irão cerrar

Os dias viram semanas que viram meses
Saudades do tempo que ainda não veio
Uma agonia que bate por várias vezes
A cabeça vive num verdadeiro devaneio
Finalmente a alma irá descansar em paz
Para acabar o sofrimento nada que um lindo “Aqui Jaz”

Arthur Claro

Essa poesia foi criada quando eu completei 27 anos e eu lembrei do Kurt Cobain, da Janis Joplin, do Jimi Hendrix, do Jim Morrisson, da Amy Winehouse e outros famosos que morreram com 27 anos, então está poesia é de certa forma uma homenagem para eles. Como vocês podem ver eu já passei dos 27 anos, neste exato momento estou com 30 anos. A imagem eu encontrei no Google.

19 de janeiro de 2017

SEM RECEITA


Sou um hipocondríaco confesso
A saudade que espero o regresso
Tomo remédios para doenças ainda não manifestadas
Sinto dor real para uma enfermidade fictícia
Estou num hospital decadente em ruínas e sem ambulância
Espero a dosagem das novas drogas

A enfermeira rabugenta me medica na veia
Passo o tempo relembrando o quadro “Santa Ceia”
A moléstia desaparece momentaneamente
Deito no leito me oferecem e eu aceito
Aproveito a situação reclamando de dor no peito
Meu coração bate violentamente

Vou tomar os analgésicos misturados com os soníferos
Quero me drogar em Paz sem enfermeiros
A represália veta a minha liberdade
Estou ficando dopado porém feliz
Alguém me receita um descongestionante de nariz
Com os outros enfermos faço amizades

Qual é a dosagem do novo antidepressivo?
Vou tomar mesmo sem motivo
Fico esperando a minha hora chegar
Sento na minha cama e começo a escrever
A ficção misturada com vinho quero sorver
Não tome remédios sem o médico receitar

Arthur Claro

Essa poesia foi inspirada um pouco na loucura e um pouco na série House M.D, eu escrevi imaginando um hipocondríaco surtando pela falta de seus remédios, o hipocondríaco não sou eu, eu não sou de tomar remédios sem razão e mesmo com razão sou muito relutante. A imagem foi retirada do Google.