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14 de novembro de 2024

CAFÉ E AS PALAVRAS NÃO DITAS

Invejo os seus lábios
Que tocam esta xícara de café
O aroma do café se espalha
Enquanto a minha mente cria mentiras
Ouça-me antes de ir embora
Perdoa-me por te deixar triste

Quero ouvir a sua voz no meu ouvido
Sinto muito por te magoar
Vamos tomar uma xícara de café?
Enquanto isso me deixa te ver
Quero te ver sorrindo novamente
Perdoa-me por não te fazer feliz

Os seus olhos verdes não brilham mais
Eu me sinto tão só
E tão culpado por tudo
Não sinto o cheiro de café
Sobre a mesa desta manhã
Um bilhete todo azul e sem corações

Era a sua despedida
Não tinha café sobre a mesa
Não havia lágrimas marcadas no papel
Somente a sua caligrafia
Com uma palavra bem grande escrita
TCHAU

Arthur Claro


Essa poesia foi criada para explorar os temas amor perdido, arrependimento e solidão, não tem nada haver com algo que aconteceu comigo, foi só uma criatividade que veio bem na hora que eu decidi escrever essa poesia.

20 de julho de 2017

SUÍTE 136

Lua cheia brilhando no céu negro
A janela entreaberta clareia o leito
Mais uma noite sozinho
Na mente lembranças tristes
E os olhos abertos de insônia
Mas já está na hora de sonhar

Visões horrorosas parecem reais
Uma voz sopra no ouvido “Não durma”
O medo é mais forte
Arrependimento do crime passional
Uma faca ensanguentada está sobre a mesa
O corpo sem vida no leito

Na banheira tem um corpo despido e inerte
Olhos fixos no azulejo trincado
É questão de tempo para a chegada da polícia
Arrombam sem piedade a porta da suíte 136
Rastros de sangue, vômito e sêmen
Bons sonhos para o sono eterno

Arthur Claro

Essa poesia foi criada pensando em uma cena de assassinato, calma pessoal, eu não cometi nenhum assassinato e relatei aqui, eu pensei e quis fazer uma poesia assombrosa, acho que consegui, o que vocês me dizem? O número da suíte é o primeiro número que veio na cabeça.