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5 de maio de 2022

NAS RUAS

Na penumbra da rua há meninas
Que tem os seus corpos para o pecado
E os seus sentimentos não importam
Cafajestes violam seus buracos sem respeito
Eles cospem e gozam nelas todas as noites
Depois depositam uma grana de consolação

Na penumbra da rua há meninos
Que tem os seus corpos espancados
E não tem direitos de resposta
Os cafajestes os torturam
Eles pisoteiam e disparam tiros
Depois abandonam os corpos

Há cafajestes nesta cidade
Que cospem nos meninos
Há cafajestes nesta cidade
Que pisoteiam nas meninas
Depois fogem limpando o sangue das suas roupas
Depois lavam suas mãos e os seus rostos

Na penumbra da rua há você
Alguém vai se aproximar
Não vai te dizer nada
Irá te abordar sem pestanejar
Você não vai ter nenhuma reação
Depois por sorte você continuará com vida?

Na penumbra da rua tem alguém?
Quem é e o que faz lá?
Será que vai aparecer os cafajestes também?
O que eles vão fazer?
Mas o que importa?
Depois não vai existirão notícias no jornal

Arthur Claro


Essa poesia é mais uma das que fiz para falar sobre a violência que acontece diariamente nas cidades, eu pouco assisto jornal, leio notícias e mesmo assim vejo sempre casos sobre o que escrevi na poesia, eu por mais que seja desapegado a informação, eu me informo bem para poder saber o que esta acontecendo com o mundo ao meu redor, não sou um exemplo a ser seguido, só acho que as notícias se repetem só mudam os anos que são publicadas, se alguém quiser que eu faça um post sobre este meu ponto de vista deixa nos comentários. Sobre a poesia, quero dizer que ela foi criada como uma reflexão sobre a violência e as motivações da existência dela.

19 de novembro de 2015

BEM VINDOS AO MUNDO RIDÍCULO DE BIANCA


Enquanto a jovem garota nua dorme na cama de pregos
O cigarro continua aceso no cinzeiro
No copo com vodca um mosquito se diverte
Sangue manchando o chão de madeira
As marcas brutais estão pelo corpo branco
Baratas e ratazanas andam sem preocupação

Esse crime brutal pode acontecer em qualquer lugar
Os sonhos da jovem acabaram na hora que foi sequestrada
Nada mudará se continuar esse mesmo podre poder
Senhores do poder podre temos que aniquila-los
A injustiça da justiça na terra dos cegos
Bem vindos ao mundo ridículo de Bianca

Epopeia de uma jovem sequestrada e morta
Os sons de gritos eram abafados pela calcinha da jovem
Noite fria que essa jovem dorme eternamente
Seus pais vão saber da notícia amanhã no jornal
Ai meu Deus do céu o que podemos fazer pra acabar com isso
Bianca só tinha treze anos e não tinha inimigos

Essa é a realidade que poucos conhecem e querem conhecer
O mundo mostra pouco desse fato que acontecem diariamente
Não fechem os olhos para a brutalidade que acabou de acontecer
Senhores e senhoras fazendo uma passeata pela impunidade
Até logo minha doce e amada Bianca sempre pensarei em você
Breve vida que foi tirada sem nenhuma explicação aparente

Arthur Claro

Essa poesia foi criada no intuito de mostrar uma barbárie, o nome da personagem ser Bianca não quer dizer que conheci uma Bianca que sofreu isso, foi só um nome feminino que veio na minha cabeça logo que idealizei o nome da poesia. A imagem é meramente ilustrativa.