MAS NÃO DIZEM O POR QUE ELA É CEGA. ESTA IMAGEM NÃO É UMA APOLOGIA PARTIDÁRIA, ANTES DE CRITICAR O QUE EU POSTEI, REFLITA SE ISSO É REAL OU UMA CRIAÇÃO.
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18 de maio de 2026
7 de dezembro de 2023
MARCELA
Mais um menino
Mais um outro dito cujo
Mais uma lágrima
Mais uma dor
Ela não se afasta
Ela não se mexe
Mas por que?
Mas qual é?
Mas não entendo
Mas não compreendo
Ela não gosta
Ela não julga
Foi assim que aconteceu
Ela imobilizada e de pernas abertas
Sem roupa e de mãos atadas
Com muito choro e sem prazer
Ela não é puta
Ela só tem treze anos
Mas por que?
Mas qual é?
Mas não entendo
Mas não compreendo
Ela não gosta
Ela não julga
Crime em plena luz do dia
Bandidos soltos pela cidade
Gritos amordaçados na casa abandonada
Ela teme e reza pela vida
Da cabeças aos pés tudo dói
Dias passarão e ela continuará chorando
Mas por que?
Mas qual é?
Mas não entendo
Mas não compreendo
Ela não gosta
Ela não julga
Arthur Claro
Essa poesia foi criada para nenhuma garota e também para nenhuma Marcela, só utilizei um nome que gosto, essa poesia é um relato de um crime que não merece ser exaltado.
6 de dezembro de 2022
20 de julho de 2017
SUÍTE 136
Lua cheia brilhando no céu
negro
A janela entreaberta clareia o
leito
Mais uma noite sozinho
Na mente lembranças tristes
E os olhos abertos de insônia
Mas já está na hora de sonhar
Visões horrorosas parecem reais
Uma voz sopra no ouvido “Não
durma”
O medo é mais forte
Arrependimento do crime
passional
Uma faca ensanguentada está
sobre a mesa
O corpo sem vida no leito
Na banheira tem um corpo
despido e inerte
Olhos fixos no azulejo trincado
É questão de tempo para a
chegada da polícia
Arrombam sem piedade a porta da
suíte 136
Rastros de sangue, vômito e
sêmen
Bons sonhos para o sono eterno
Arthur Claro
Essa poesia foi criada pensando em uma cena de assassinato, calma pessoal, eu não cometi nenhum assassinato e relatei aqui, eu pensei e quis fazer uma poesia assombrosa, acho que consegui, o que vocês me dizem? O número da suíte é o primeiro número que veio na cabeça.
15 de junho de 2017
SANGUE DE MARIA
O que será dessa Maria?
Se ela for vetada de viver
Se destruir a sua vontade de ser livre
Se acabar com um sonho
Pois a sua inocência já foi violada
O covarde está livre
Ele não teve piedade e cometeu a atrocidade
Violentou bravamente a pequena Maria
Cicatrizes desde os pés até a cabeça
Arthur Claro
Essa poesia foi criada inspirada numa reflexão sobre a violência contra a mulher, eu escolhi o nome Maria para fazer referência a mãe de Jesus. Diga não a violência contra a mulher, denuncie este crime, mulheres não se calem. Para denunciar basta ligar para 180.
11 de setembro de 2014
NUA SOLITÁRIA RUA
Numa noite taciturna se escuta um grito
Um grito de uma jovem garota inocente
Após alguns minutos aparece um rosto aflito
Sangue escorrendo na face da jovem inconsciente
Olhos cerrados por causa da grande dor
Lábios com feridas abertas do soco brutal
Ironia é saber que isso foi amor
Tentava ficar em pé demonstrando o mal
As pernas tremiam deixando a menina desequilibrada
Roupas rasgadas e com o sexo deflorado
Indícios explícitos que ela fora cruelmente estuprada
As palavras não saiam do lábio machucado
Rosto marcado pelo abuso sexual que sofreu
Uns afagos no sexo ela até cedeu
As marcas ficaram e o sujeito desapareceu
Arthur Claro
Essa poesia foi criada na brincadeira de usar a rima "nua" com "rua", mas retrata um abuso sexual, um crime que não apoio. Estupro é crime, denuncie.



