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25 de janeiro de 2024

AMOR, MENTIRAS, TRAIÇÃO E ASSASSINATO

Tudo começou com AMOR
Beijos intensos parecendo ter sabor
Pré-adolescentes com hormônios à todo vapor
O sexo resultava em orgasmos e suor
Eles são o casal de bom humor
Porém ambos não querem sentir dor

Três anos passaram e veio as MENTIRAS
Beijo quase sem intensidade que outrora existiras
Pré-adolescentes agora são jovens com novas maneiras
O sexo é quase uma invasão de fronteiras
Eles são o casal com algumas brincadeiras
Porém ambos possuem suas vidas rotineiras

Tempo passa trazendo à tona uma TRAIÇÃO
Beijos totalmente sem o fogo da paixão
Porém não existe aqueles sentimentos vindos do coração
Eles são agora o casal em processo de separação
O sexo entre eles é uma negação
Pois acabou o romance que não era ficção

Todos esperavam o término clássico e não um ASSASSINATO
Balas cravejadas no corpo escondido no mato
Porém quem morreu nessa barbárie de ato?
Este casal improvável e imprevisível é capaz de cometer este fato?
O sexo acabou muito antes desse momento exato
Pois alguém do casal era um ingrato

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir da ideia que surgiu quando eu estava assistindo um canal chamado "Discovery ID" que é um canal que fala sobre crimes em geral e neste canal tem um programa que se chama "Amor, Mentiras e Tração", com o nome que batizei essa poesia, fui pensando no que podia conter e fui criando aos poucos até eu finalizar esta poesia, será que foi boa esta criatividade?

22 de dezembro de 2022

SEM APLAUSOS NO FINAL DO ESPETÁCULO

A atriz da minha peça
Despida da personagem
Improvisa uma cena de monólogo
Sentada na ponta do palco
Olhando para a plateia vazia
Seus lábios rubros dizem lindas palavras

Pés descalços e roupas puídas
Cabelos soltos sobre os ombros
Olhos verdes que se perdem no horizonte vazio
Um monólogo declamado lentamente
Como és bela minha atriz
Ela já teve vários amores

Sangue pelo chão de madeira
Voz calada por uma faca afiada
Coração desacelerando a cada segundo
Olhar sorumbático e perdido para o céu
Sem pensamentos lógicos em seu cérebro
Um sonho finalizado precocemente

Não é uma tragédia shakespeariana
Nem tão pouco uma comédia dantesca
É a vida real extinguindo
Ceifando a minha amada e querida atriz
Caindo solitária entre o palco e a plateia
Sem aplausos no final do espetáculo

Arthur Claro


Essa poesia foi criada com a subjetividade de como a atriz morreu, não sei se foi um assassinato ou se foi um suicídio, mas que infelizmente ela morreu entre o palco e a plateia.

30 de junho de 2022

QUEM É?

Uma mulher solitária caminha pela rua
Não sei a sua idade
Nem tão pouco a sua identidade
Mas ela não está nua
Por isso que não usa saia
Ou algo que a atenção atraia

Um homem caminha pela rua sozinho
Ele é magro quase esquelético
Seu porte tão pouco é atlético
Mas ele está com o seu terno de linho
Parece que trabalha em algum cargo importante
Ele tem no anelar um anel de diamante

Além destes transeuntes possui algo indescritível
Pois não se identifica formas humanas
Tão pouco animalescas porém com movimentações insanas
O que será isto irreconhecível?
De repente um corpo se estende no asfalto
Não foi um simples assalto
 
O ser amórfico foge correndo sem remorso
Não olha para trás em nenhum momento
No corpo tem uma faca cravada no torso
Mas de quem é o corpo desatento?
Da mulher solitária sem saia que na noite trabalha?
Ou do homem de terno que não malha?

Arthur Claro


Essa poesia foi criada para falar sobre a violência, mas a dúvida de quem morreu e de quem matou, fica a critério de você que acabou de ler a poesia, digam nos comentários.

5 de maio de 2022

NAS RUAS

Na penumbra da rua há meninas
Que tem os seus corpos para o pecado
E os seus sentimentos não importam
Cafajestes violam seus buracos sem respeito
Eles cospem e gozam nelas todas as noites
Depois depositam uma grana de consolação

Na penumbra da rua há meninos
Que tem os seus corpos espancados
E não tem direitos de resposta
Os cafajestes os torturam
Eles pisoteiam e disparam tiros
Depois abandonam os corpos

Há cafajestes nesta cidade
Que cospem nos meninos
Há cafajestes nesta cidade
Que pisoteiam nas meninas
Depois fogem limpando o sangue das suas roupas
Depois lavam suas mãos e os seus rostos

Na penumbra da rua há você
Alguém vai se aproximar
Não vai te dizer nada
Irá te abordar sem pestanejar
Você não vai ter nenhuma reação
Depois por sorte você continuará com vida?

Na penumbra da rua tem alguém?
Quem é e o que faz lá?
Será que vai aparecer os cafajestes também?
O que eles vão fazer?
Mas o que importa?
Depois não vai existirão notícias no jornal

Arthur Claro


Essa poesia é mais uma das que fiz para falar sobre a violência que acontece diariamente nas cidades, eu pouco assisto jornal, leio notícias e mesmo assim vejo sempre casos sobre o que escrevi na poesia, eu por mais que seja desapegado a informação, eu me informo bem para poder saber o que esta acontecendo com o mundo ao meu redor, não sou um exemplo a ser seguido, só acho que as notícias se repetem só mudam os anos que são publicadas, se alguém quiser que eu faça um post sobre este meu ponto de vista deixa nos comentários. Sobre a poesia, quero dizer que ela foi criada como uma reflexão sobre a violência e as motivações da existência dela.