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12 de setembro de 2024

O ESPELHO DO PADRE BELTRAM


Todos os dias o Padre Beltram acorda cedo
Olha para o espelho refletindo-se senil
Os seus alvos cabelos estão raros
E o seu rosto marcado pelo tempo
Apanha a Bíblia e faz uma oração
Enquanto toma café com pão

O Padre Beltram prepara os discursos para a missa
Olha novamente para o seu reflexo no espelho
Ele tenta sorrir mesmo transparecendo cansado
Um sentimento incontrolável
Porém ele se fortalece na Santa Virgem Maria
Agradecendo por mais um dia

Então ele veste a sua batina de 33 botões
Os seus olhos então se voltam para o espelho
Que é a sua única e longeva companhia nestes 78 anos
Faz o sinal da cruz e sai de casa rumo a igreja
Pelo caminho cumprimenta cada habitante
O sino dobra avisando que a missa vai começar em instante

Arthur Claro


Essa poesia foi criada após eu (Arthur Claro) ver um espelho quebrado atrás de uma igreja, mas demorei mais tempo para escrever a poesia, tinha em mente a ideia do nome e um pouco do que queria retratar nos versos, a imagem que ilustra foi retirada do Google.

4 de outubro de 2017

IMAGEM INTERESSANTE


Esta imagem encontrei em um site que não me lembro qual e então não posso dar crédito devido, mas eu achei interessante e guardei para colocar de papel de parede no meu pc, porém até hoje não utilizei, não sei por que. O importante que agora ela está aqui neste blog e caso alguém venha copiar está imagem para colocar em algum lugar, seja no Instagram ou no Facebook não esquece de colocar que encontro no blog Arthur Claro = porém ≠ e se quiser me marcar no Instagram é só colocar @arthur_claro (caso queira adicionar também pode).

8 de junho de 2017

AOS VINTE E SETE


Sozinho e isolado em um quarto escuro
Está angustiado querendo na verdade ser abortado
O sangue corre pelas veias do corpo puro
Não consegue manter-se acordado
O corpo não tem mais força pra viver
Só esperando a hora de morrer

A figura cadavérica no espelho reflete
As drogas vão até aonde ninguém que ir
Sua aparência não é de quem tem vinte e sete
Pois não te vejo mais a sorrir
A dor que sentes parece que não vai cessar
Os olhos alguma hora irão cerrar

Os dias viram semanas que viram meses
Saudades do tempo que ainda não veio
Uma agonia que bate por várias vezes
A cabeça vive num verdadeiro devaneio
Finalmente a alma irá descansar em paz
Para acabar o sofrimento nada que um lindo “Aqui Jaz”

Arthur Claro

Essa poesia foi criada quando eu completei 27 anos e eu lembrei do Kurt Cobain, da Janis Joplin, do Jimi Hendrix, do Jim Morrisson, da Amy Winehouse e outros famosos que morreram com 27 anos, então está poesia é de certa forma uma homenagem para eles. Como vocês podem ver eu já passei dos 27 anos, neste exato momento estou com 30 anos. A imagem eu encontrei no Google.