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5 de janeiro de 2023

CASA DA COLINA


Ele acendeu um cigarro
Parou na frente da porta
Olhou para o horizonte
Neblina e fumaça do cigarro
Se encostou no batente da porta
Nada na vista deste vasto horizonte

Tragou o cigarro
Soltou pequenas fumaças
Respirou fundo enchendo o peito
Sua mente reuni vagas ideias
Suspirou de saudades
Sorriu pelas lembranças

Ele se transvestiu na sua mais bela persona
Olhou fixamente para o espelho
Sorriu e disse em alto e bom som
"Vai se fuder, seu velho desgraçado"
Ele estava orgulhoso agora
Também estava mais aliviado

Tragou até o fim do cigarro
Apagou o restante na parede
Buscou as chaves nos bolsos da calça
Saiu de casa sem olhar para trás
Parecia decidido com o pensamento
Podia sentir a bravura florescer

Ele caminhou até chegar defronte ao velho
Olhou fixamente nos olhos senis
Estufou o peito de confiança
Não pensou duas vezes
Também não baixou os olhos
"Vai se fuder" foi dito sem arrependimento

Virou de costas voltando para a casa da colina
Ao chegar sorriu satisfeito
Tirou a sua roupa e acendeu um cigarro
Tragou e soltou a fumaça lentamente
Ele estava orgulhoso e radiante
Agora ele sorri agora de alívio

Arthur Claro


Essa poesia foi criada após uma noite de sonhos conturbados que tive e uma raiva de um certo "senhor" que não quero revelar para não ficar guardando raiva, mas eu estava com vontade de fazer o que eu escrevi, mandar esse velho ir se fuder. A imagem foi criada no site Craiyon utilizando Inteligência Artificial.