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11 de março de 2026

11/03/2026 - EU ALÉM DOS ADJETIVOS

Minhas paixões físicas são alimentadas pelas minhas paixões intelectuais e minha fome de sabedoria.

Eu jamais serei reduzida a um único adjetivo, eu pertenço ao todo, jamais serei compactada a uma companheira, a uma mulher e reduzida a submissão da expectativa do outro.

Eu sou grande e a imensidão me abraça, pequena nunca fui nem mesmo quando nasci.

Nunca serei palco de estereótipos, que não me contemplam como um ser enigmático, serei eu a minha própria inspiração, influência de onde é para onde caminhar.

Este foi quinto texto da Dayene, espero que tenham gostado e que reflitam sobre esse assunto.

4 de fevereiro de 2026

04/02/2025 - MENSURAR

Essa é a palavra de hoje. Quando não mensuramos o poder da palavra, nos tornamos máquinas de falar bobagens, pois ninguém pode desdizer o que já foi dito, assim como ninguém consegue desver o que já foi visto.

É preciso honrar a palavra dita e construir uma narrativa coerente entre o discurso e a ação. O que me resta é acreditar em dias melhores, construir meu castelo com tijolos de sensatez e mensurar todos os prós e contras que surgirão pelo caminho.

Antes de falar, devemos mensurar se gostaríamos de ouvir aquilo que temos a dizer. Antes de apontar um dedo, precisamos lembrar que existem outros três apontando para nós mesmos.

Segundo um conhecido provérbio, há três coisas que nunca voltam atrás:
A flecha lançada: representa as ações tomadas e suas consequências irreversíveis.
A palavra dita: simboliza o poder da comunicação e o impacto dos discursos que não podem ser apagados.
A oportunidade perdida: refere-se aos momentos e chances que passam e não retornam, destacando a importância de agir no presente.

Este foi quarto texto da Dayene, espero que tenham gostado e que reflitam sobre esse assunto.

10 de janeiro de 2026

10/01/2026 - VÊNUS HOTENTOTE

Eu (Dayene Soeiro) já tinha lido de forma superficial um trecho de “(Des)colonização do Corpo Feminino Negro” sobre a Sarah Baartman, eu recentemente estava lendo o livro “Como ser um educador antirracista” de Barbara Carine, onde a autora fala sobre a utilização do corpo das mulheres negras como objetos, senti uma necessidade de escrever um pouquinho a respeito, para compartilhar com vocês.

A sexualização e a objetificação do corpo feminino negro durante séculos foram animalizados e aliciados para servir meramente ao desejo sexual dos homens brancos e gerar raiva para as mulheres brancas.

Os homens brancos sentem o prazer de dominar e subalternizar a mulher negra, colocando que elas só servem para o sexo, para os cuidados domésticos e nada além disso.

Sarah Baartman foi ironicamente chamada de Vênus, teve o corpo exposto como uma atração de um circo de show de horrores, porém a colonização ainda trata os corpos negros e não magros, os ditos corpos fora do padrão como aberração, ela viveu na penúria e morreu muito jovem.

Infelizmente ainda hoje temos esse racismo sexual muito presente na nossa estrutura social, espero que este meu texto não seja o último a fazer uma denúncia e incentive mais pessoas a replicar e/ou escrever sobre fazendo que mais outras pessoas reflitam e se conscientizem.

Este foi terceiro texto da Dayene, espero que tenham gostado e que reflitam sobre esse assunto.

18 de dezembro de 2025

SOU PRETA E DAÍ?

Eu sou preta demais. Preta demais para tudo. Ainda vejo que a branquitude é tomada como referência do ideal, do aceitável.

Não importa o quanto eu me vista bem, o quanto minha roupa seja cara ou quanto dinheiro eu tenha na bolsa: eu sou preta e sempre serei. Eu sou o incômodo, a falta, a ausência. Eu sou a maior interferência no sistema.

Que audácia... que ousadia dessa pretinha! Como eu ouso estar aqui, nesse espaço?
É assim que percebo os olhares, mesmo quando são acompanhados de sorrisos que tentam disfarçar o desprezo. Desprezo pela minha imagem, pela minha pele, pelo meu cabelo. Tudo em mim é visto como “demais”: cabelo grande demais, alto demais, chamando atenção demais.

E, diante disso, como pensar a ancestralidade como algo positivo em uma sociedade que insiste em reduzir nossa herança à escravidão?
Minha ancestralidade me alimenta, me fortalece, me mantém de pé quando tudo ao redor insiste em me derrubar. Foi ela que manteve minhas irmãs vivas. É ela que me sustenta na luta por um futuro de verdadeira liberdade.

Um futuro em que a mulher preta é semente, e encontra terra nutrida com todos os afetos necessários para florescer e dar frutos.
A maternidade preta tem esse papel: educar os nossos para além do esperado, para que não se tornem estatística da violência, para que não sejam apenas sobreviventes com o mínimo.
Seremos vivência de afeto, amor, sucesso e grandeza.

É nossa estratégia manter o povo seguro e consciente das instruções deixadas pelos ancestrais, para não Este foi o texto inaugural da Dayene, gostaram? Deixem um comentário para ela e também se quiserem mais posts assim, podem deixar um sugestão de tema para quem sabe ela desenvolva ou também eu posso tentar me arriscar. 

Uma boa terça-feira para todos e até um próximo post. a uma sociedade mesquinha que insiste em acreditar que nos conformamos com migalhas.
Às vezes, até nos damos importância demais. Mas isso não significa que sejamos pouca coisa. Significa compreender que cada momento tem seu ritmo, e que as coisas acontecem em seu tempo.

Colocar intenção e presença em nossos movimentos não nos blinda de sentir frustrações ou decepções — afinal, somos humanos. Mas conseguimos reconhecer, nomear e transformar essas emoções.
Eu acredito que posso ser melhor.

Este foi o segundo texto da Dayene, gostaram? Deixem um comentário para ela e também se quiserem mais posts assim, podem deixar um sugestão de tema para quem sabe ela desenvolva ou também eu posso tentar me arriscar. Uma boa quinta-feira para todos e até um próximo post.

9 de dezembro de 2025

OIAPOQUE POR DAYENE SOEIRO

Hoje começa a tag "PELÍCULAS DA DAYENE" aqui no meu blog com textos escrito pela minha amiga Dayene Soeiro, sempre que ela escrever algo irei compartilhar com vocês, serão sempre textos de assuntos que ela sentir vontade de escrever, eu não sei até o momento que ela me entrega.

Ponte Binacional Franco-Brasileira: Atravessa o rio Oiapoque ligando o Oiapoque, no Amapá (Brasil) e São Jorge do Oiapoque na Guiana Francesa (França).

Oiapoque é uma encruzilhada, lugar de curiosidade, onde uma pessoa sem nenhuma instrução ou acesso a educação formal pode falar tranquilamente quatro idiomas (francês, português, inglês, crioulo e também as mais de cinco línguas indígenas), um lugar que transpira energia de criação, uma ponte onde verticalizou os olhares para o futuro e diálogo transversalmente com o mundo globalizado, existe uma egrégora de progresso embora ainda sobe olhares exploradores e oportunistas. Ainda assim é caminho é passagem é escolha é fronteira onde o limite é um rio onde navega os sorrisos e sonhos de um povo vibrante que ainda está aprendendo a sua própria realidade e assumindo sua responsabilidade sobre seu território, Oiapoque bem dito assim tenho ouvido sussurros de esperança.

Este foi o texto inaugural da Dayene, gostaram? Deixem um comentário para ela e também se quiserem mais posts assim, podem deixar um sugestão de tema para quem sabe ela desenvolva ou também eu posso tentar me arriscar. Uma boa terça-feira para todos e até um próximo post.