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11 de abril de 2024

E AGORA, JOSÉ? - PAULO DINIZ

Hoje compartilho com vocês uma das poesias que eu adoro de Carlos Drummond de Andrade, desta vez na versão musicada pelo músico Paulo Diniz.

5 de novembro de 2020

AS PESSOAS

Vejo pessoas fumando cannabis

Vejo pessoas passeando com os animais

Vejo pessoas segurando guarda-chuvas

Quem eram estas pessoas?

Quem são estas pessoas?

Quem serão estas pessoas?


Vejo pessoas lendo jornais

Vejo pessoas escrevendo pronomes

Vejo pessoas bebendo Coca-Cola

Quantas pessoas passaram por mim?

Quantas pessoas passam por mim?

Quantas pessoas passarão por mim?


Vejo pessoas sorrindo alegremente

Vejo pessoas tossindo por causa de doenças

Vejo pessoas partindo para não voltar

Quem serão estas pessoas que me veem?

Quantas pessoas passarão e me verão?

Mas desde quando sou invisível?


Vejo pessoas compondo músicas

Vejo pessoas expondo seus artesanatos

Vejo pessoas se indispondo por política

Quem são estas pessoas que me ouvem?

Quantas pessoas passam e me ouvem?

Mas desde quando sou mudo?


Vejo pessoas de diversas partes do mundo

Vejo pessoas apressadas para não perder um segundo

Vejo pessoas de olhos tristes com olhar profundo

Quem eram estas pessoas na rua?

Quantas pessoas passaram na rua?

Mas desde quando sou de fazer fofocas?


Arthur Claro


Essa poesia é levemente inspirada na poesia "Poema das Sete Faces" de Carlos Drummond de Andrade, porém tem sentido mais numa linha que criei das poesias que criei para um alter ego que se denomina Mendigo Anarko, aonde já escrevi as poesias "O Mendigo e o Poeta", "Seis faces de eu mesmo", "Sim, sou um mendigo maltrapilho", "A canção do miserável", "Rubra Rosa", "Lágrimas da sua tristeza", "O cotidiano das ruas" e "Adote um abandonado". Eu tenho por mim que quando quero falar um pouco da realidade, uso o alter ego de Mendigo Anarko e então sou eu porém com outro ser com a mesma essência que eu, confuso? Se não entendeu, procure entender Fernando Pessoa.

18 de junho de 2020

POESIA SEM SENTIDO

Não acredite em tudo que vê, lê ou no que escrevi
O objeto desta oração não sou eu
Textos rabiscados e ideias descartadas
Invento felicidades para te ver sorrir
Cuidado com as lágrimas de choro
Invente sorrisos para me ver feliz
Arthur amou, foi amado? Será amado?
Porém agora não tem um amor
Ele é romântico com palavras nas suas poesias
O objeto da oração não é seu
Inventei esta poesia para chorar
Breves e sinceras lágrimas
Isto não é para sentir compaixão
Despedida despida e decidida
O amor acabou antes do previsto
Mas amor não tem data de validade
Este poeta não se considera poeta
Não gosta que chamem as suas poesias de poemas
Possui um jeito chato de ser
Criou o seu jeito de poetizar
As rimas talvez existam em seus versos
O verbo intransitivo de Drummond às vezes toca o papel
Saudade palavra predileta e depois vem a meretriz
O Arthur Lucas Claro enlouqueceu? Talvez!
Eu escrevi, leia e veja tudo
Porém não acredite em nenhuma palavra

Arthur Claro

Essa poesia é mais uma das que escrevo sem motivo algum e simplesmente por gostar de colocar as palavras de forma ordenada formando uma poesia, mas tem um pouco de eu dentro da poesia e pode ter um pouco de cada ser humano também. Esta poesia pode ser lida de baixo para cima ou do jeito que tiver vontade, ela é livre para interpretações. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE "Sim, meu nome completo é Arthur Lucas Claro e não gosto de ser chamado de Lucas, quem fizer algum comentário me chamando de Lucas, pode ter certeza que vou ter o prazer de não aceitar"

8 de abril de 2020

RABISCOS DE VERSOS COM SENTIMENTOS VERÍDICOS

Um verso para você
E uma poesia para a eternidade
Dois versos para você
E uma eterna felicidade
Amor, poeta, musa, palavras e inspiração
Você, eu e nós nessa composição

Aventura dos versos livres nos livros
Liberdade? O que é ser livre? Quem nos livrou?
Eu poetizo a nossa existência no livro
Versos alexandrinos, redondilhas e rimas
Uso somente palavras nas minhas regras poéticas
Tento ser igual porém prefiro ser diferente

Você nos versos da minha poesia
És bela, sem defeitos e especial
Realmente és bela, com defeitos e qualidades
Seus olhos me vêem como?
Os seus sentimentos são os quais?
Sou os versos da sua poesia?

Livraria cheia de livros livres
Livros com páginas e textos
Poetizas tem musos inspiradores?
Haicai ou cordel?
Somente palavras dizendo sobre palavras
Linhas, pontuação, estrofes ou estórias

Três versos para você
Uma poesia para o mundo
Quatro versos para você
Drummond me empresta o Raimundo?
Sei que ele não é a solução
Pra mim ele cumprindo a sua função

Livros de livres aventuras dos versos
Quem é livre? O que nos livrou? Liberdade?
No livro os meus versos sobre nós
As rimas quase sempre utilizo-as
Tento seguir as regras poéticas
Este é meu jeito diferenciado

As minhas poesias nem sempre é pra você
Por mais que você é linda e especial
A sua beleza é real
Como você me vê com os seus olhos
Os seus sentimentos virão poesias?
Em quais versos eu estou?

Livros na livraria
Páginas com textos de um livro
Inspirações diversificadas
Poesias de rimas raras
Palavras rebuscadas tão glamorosas
Estórias, contos, ficção e realidade

Cinco versos para você
Vamos se despedir com um 'até breve'
Seis versos para você
Minha mente ainda não esta leve
Somos rabiscos de versos com sentimentos verídicos
O nosso amor só teve efeitos benéficos

Arthur Claro

Essa poesia foi criada de improviso utilizando todas as palavras que vinha na minha mente no momento.

31 de outubro de 2019

QUADRILHA - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Hoje o poeta Carlos Drummond de Andrade completaria 117 anos e para homenageá-lo vou deixar uma poesia dele.

14 de fevereiro de 2019

POEMA DAS SETE FACES - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Hoje é dia de poesia aqui no Arthur Claro = porém ≠ e como não é de costume irei deixar uma poesia de outro poeta, mas um poeta bem mais qualificado que eu que sou um mero aprendiz e que ainda tem influências dos célebres poetas de outrora, hoje irei deixar o Poema das Sete Faces de Carlos Drummond de Andrade.


Poema de sete faces

Quando nasci, um anjo torto 
desses que vivem na sombra 
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens 
que correm atrás de mulheres. 
A tarde talvez fosse azul, 
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas: 
pernas brancas pretas amarelas. 
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. 
Porém meus olhos 
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode 
é sério, simples e forte. 
Quase não conversa. 
Tem poucos, raros amigos 
o homem atrás dos óculos e do -bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste 
se sabias que eu não era Deus 
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo, 
se eu me chamasse Raimundo 
seria uma rima, não seria uma solução. 
Mundo mundo vasto mundo, 
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer 
mas essa lua 
mas esse conhaque 
botam a gente comovido como o diabo. 

Carlos Drummond de Andrade

Explicando o motivo de não possuir uma poesia minha aqui hoje: Eu não quis colocar uma poesia minha e sim mostrar uma das minhas influências literárias.

23 de abril de 2018

HÁ UMA ÁRVORE NO MEIO DO CAMINHO*


*Parafraseando Carlos Drummond de Andrade

Há uma árvore no meio do caminho
Uma árvore no meio do caminho há
Árvore no meio do caminho há uma
No meio do caminho há uma árvore
Meio do caminho há uma árvore no
Do caminho há uma árvore no meio
Caminho há uma árvore no meio do
Há uma árvore no meio do caminho