Mostrando postagens com marcador POBREZA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POBREZA. Mostrar todas as postagens

30 de maio de 2024

BOCA DO LIXO

Morre-se de fome
Morre-se com fome
Não possui nada
Perde-se tudo que tem
Luta por um salário
Não tem dinheiro

Povo unido de um país desigual
Realeza fingindo ser burguesa
Enquanto a plebe é realmente pobre
Brasil do berço ao momento
O que mudou na Boca do Lixo?
Pele que repele qualquer aproximação

Arthur Claro


Essa poesia é uma crítica ao Brasil, eu ás vezes amo e ás vezes eu critico este país que eu nasci e não troco por nada, eu quando escrevi tinha uma explicação para esse nome, mas agora que compartilho não me lembro o motivo. 

21 de maio de 2015

A CANÇÃO DO MISERÁVEL


O miserável dança o samba na sarjeta
Veste puída, pueril e com o sapato furado
Corpo fétido enrolado cheio de aguardente
Desgraçada vida que ele possui ninguém entende
Pare de rir faça alguma coisa para mudar
Não seja mais um otário deixando o mundo assim

Venha mostrar o AMOR que Deus lhe deu no coração
Dinheiro e mais atenção pode mudar o miserável
Cuida desse anjo que Deus colocou no seu caminho
Otário mude a sua atitude a partir de agora
Pretensão de mudança não é ridículo
Nada de vergonha desse ato de caridade

O samba que quero dançar tem que ir pra avenida
Não faça uma única vez esse gesto de carinho
Pergunta sem respostas da humanidade não se esqueça
Carisma sempre no peito não acaba de repente
De AMOR o mundo esta acabando com atitudes deploráveis
Veja isso que acontece na sua frente para você tentar mudar

Veemente você não vai parecer um demente
Com poucas atitudes pode mudar grandes frustrações
Perdendo conceitos de que ninguém pode mudar sem o AMOR
O miserável agora pode até pode sonhar num mundo melhor
De guerras aniquiladas e de injustiças acabadas de repente
Ninguém vai acreditar que você mudou uma pessoa esquecida

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre uma história que criei de um miserável, não é de um sujeito específico e sim de todos que existem, não é uma chacota chamar o mendigo de miserável e sim mostrar a realidade para todos e chamar a atenção, essa poesia tem uns toques de inspiração nas músicas "O bêbado e a equilibrista" de João Bosco  e "O Malandro" de Chico Buarque.