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6 de dezembro de 2018

POESIA DE TERROR


Estúpido é aquele rapaz
Que guerreou pela Paz
Entrando no fronte da morte
A arma dele jorrando sangue
Ele é mais um parvo na gangue
Da Guerra saiu vivo por sorte

Pois balas douradas furaram suas pernas
Essas horríveis visões na mente serão eternas
Esse rapaz serviu à pátria de imbecis
Fez inimizades com desconhecidos
Viu no chão os irmãos de Guerra feridos
Enquanto megalomaníacos bombardeiam civis

Desde criança à velhos são assassinados
Poucos fugiram de serem baleados
Será que existe vencido e vencedor?
Pois batalhões inteiros foram minguando
Será que a Guerra está acabando?
Eu poeta encerro essa poesia de terror


Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir da vontade de falar sobre a Guerra, não é sobre nenhuma específica, mas também não é sobre nenhum soldado conhecido meu ou do mundo, a música que ilustra essa poesia é a Soldados da banda Legião Urbana.

24 de agosto de 2017

GUERRA


Vejam as ruínas da cidade após a guerra
Corpos metralhados dos pés a cabeça
Muros reduzidos a raros tijolos e pó
Lágrimas e sangue regam o solo devastado
Jovens longe das suas casas aconchegantes
Vejam as mães chorando pelos filhos

Heróis mortos nas trincheiras de terra
Lugar onde batalhões passaram a beça
Pelo campo um soldado caminha só
Um corpo amigo no chão estirado
Lembranças do tempo de antes
Heróis caminhando sobre os trilhos

A paisagem deslumbrante de uma serra
Uma lembrança marcada que qualquer um entristeça
Na garganta dando um nó
Alucinações de não ter seu melhor amigo ao lado
O sono só vem depois de vários calmantes
Roupas puídas e conspurcas da guerra são verdadeiros maltrapilhos

Arthur Claro

Essa poesia foi criada para demonstrar um cenário de guerra, a imagem é retirada do Google e acho que complementa bem a poesia.