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14 de abril de 2022

SOCORRO / SILÊNCIO

Velas sobre a mesa do jantar
Cálices de vinho tinto
Pratos de porcelana chinesa
Talheres enfileirados na ordem
A sala na penumbra
SILÊNCIO!

Mas aonde estou?
Por que estou aqui?
O que eu faço aqui?
Meus pensamentos difusos
Estou surtando
SOCORRO!

De repente um cheiro
Um delicioso cheiro
Advindo da cozinha
O cheiro me atiça a fome
Estou faminto
SILÊNCIO!

Medo do desconhecido
Vontade de chorar
Incapacidade de raciocínio lógico
Corpo imobilizado
Boca seca
SOCORRO!

Olhos meus estão curiosos
Tento me situar em vão
Minhas mãos e pés estão imobilizados
Tensão de disparar o meu coração
Suor frio na minha espinha
SILÊNCIO!

Terror psicológico
Sugestões para me enlouquecer
Não consigo saber aonde estou
Estou sem um porto seguro
Sangue misturado com urina
SOCORRO!

SILÊNCIO!
Tenho medo (SOCORRO!)
SILÊNCIO!
Não quero morrer (SOCORRO!)
SILÊNCIO!
Me deixe ir embora (SOCORRO!)

Arthur Claro


Essa poesia foi criada utilizando as contradições das palavras SILÊNCIO e SOCORRO provocam em nós em momentos de desespero. Mas esta poesia é somente mais uma obra ficcional da minha mente para ser esvaziada. Ao ler a palavra SILÊNCIO peço que imagine alguém falando baixinho e calmo, ao ler a palavra SOCORRO peço que imagine alguém gritando bem alto.

6 de dezembro de 2018

POESIA DE TERROR


Estúpido é aquele rapaz
Que guerreou pela Paz
Entrando no fronte da morte
A arma dele jorrando sangue
Ele é mais um parvo na gangue
Da Guerra saiu vivo por sorte

Pois balas douradas furaram suas pernas
Essas horríveis visões na mente serão eternas
Esse rapaz serviu à pátria de imbecis
Fez inimizades com desconhecidos
Viu no chão os irmãos de Guerra feridos
Enquanto megalomaníacos bombardeiam civis

Desde criança à velhos são assassinados
Poucos fugiram de serem baleados
Será que existe vencido e vencedor?
Pois batalhões inteiros foram minguando
Será que a Guerra está acabando?
Eu poeta encerro essa poesia de terror


Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir da vontade de falar sobre a Guerra, não é sobre nenhuma específica, mas também não é sobre nenhum soldado conhecido meu ou do mundo, a música que ilustra essa poesia é a Soldados da banda Legião Urbana.

24 de maio de 2018

CALABOUÇOS ATERRORIZANTES


Forte golpe que acertou meu peito
Com a dor da pancada me deito
Angustiado por ter sido pego desprevenido
Sinto que meu peito para sempre vai doer
Tenho a sensação que vou morrer
Estou com o pensamento perdido

Acabou um romance que parecia ser perfeito
Sozinho agora e pra todo sempre durmo nesse leito
Tenho que esquecer o bom tempo que foi vivido
Não queria que terminasse assim comigo a sofrer
Como é estranha a sensação de te perder
Confesso que estou muito entristecido

As flores agora são um cobertor
Mas não tenho frio nesse dia de calor
Estou deitado aqui sem sono
Não sei se isso é sonho ou realidade
Estou tão confuso que esqueci a minha idade
Você não tem culpa do meu abandono

Não consigo gritar de pavor
Isso tudo parece cena de filme de terror
As estações passam e agora é outono
Agradeço por estar na minha cidade
Porém fui privado da liberdade
Agora tudo pra mim é monótono

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir do nome que eu já tinha em mente por muito tempo e quando comecei a revisitar o arquivo que tenho com alguns nomes e alguns fragmentos de poesias encontrei este nome e ai me forcei a criar uma poesia, a imagem é retirada do Google.

20 de julho de 2017

SUÍTE 136

Lua cheia brilhando no céu negro
A janela entreaberta clareia o leito
Mais uma noite sozinho
Na mente lembranças tristes
E os olhos abertos de insônia
Mas já está na hora de sonhar

Visões horrorosas parecem reais
Uma voz sopra no ouvido “Não durma”
O medo é mais forte
Arrependimento do crime passional
Uma faca ensanguentada está sobre a mesa
O corpo sem vida no leito

Na banheira tem um corpo despido e inerte
Olhos fixos no azulejo trincado
É questão de tempo para a chegada da polícia
Arrombam sem piedade a porta da suíte 136
Rastros de sangue, vômito e sêmen
Bons sonhos para o sono eterno

Arthur Claro

Essa poesia foi criada pensando em uma cena de assassinato, calma pessoal, eu não cometi nenhum assassinato e relatei aqui, eu pensei e quis fazer uma poesia assombrosa, acho que consegui, o que vocês me dizem? O número da suíte é o primeiro número que veio na cabeça.