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17 de março de 2022

NOME DE SANTO



Poucos me quiseram
Mas muitos me desprezaram
Minha mãe foi valente
Me defendeu com unhas e dentes
Eu nasci assim mesmo
Recebi o nome de Santo

Minha mãe é batalhadora
Trabalha sem pestanejar
Ela tem um sorriso tímido
Ela me ama
E eu amo muito ela
Tenho o nome de Santo

Fui pra escola do bairro
Aprendi com as professoras
Reprovei em algumas matérias
Ia sempre comer merenda
E brincava de ciranda
O meu nome é de Santo

Minha mãe já não aguentava trabalhar
Ela é humilhada por causa da sua cor
Ela é uma mulher linda
Mas nenhum homem quer ela
Ela diz que eu sou o homem da vida dela
E o meu nome é de Santo

O tempo passa e eu cresço
Viro um belo rapaz
Isto tudo aos olhos da minha mãe
Começo a trabalhar no mercadinho da esquina
Ganho pouco
Mas meu nome é de Santo

Um dia vou fazer a minha mãe feliz
Vou cuidar dela como ela cuidou de mim
Vou dar uma casa pra ela morar
Vou fazer ela parar de trabalhar
Minha mãe será a Rainha do meu reino
Pois ela me registrou com nome de Santo

Um dia nos surpreendeu
Eu voltava pra casa
Minha mãe estava trabalhando
Eu estava no portão de casa
Três policiais me perguntaram o meu nome
Respondi que é nome de Santo

Eles então me revistaram
Me deixaram de ponta cabeça
Olharam na minha mochila
Não sei o que procuravam
Me mandaram andar sem olhar pra trás
Agradeci por ter o nome de Santo

Quando eu menos esperava
Os três covardes me alvejaram
Recebi 18 tiros por trás
Cai sangrando na calçada
Fui abandonado ao relento
Mas o meu nome é de Santo

Arthur Claro


Essa poesia foi criada com inspiração em duas músicas que eu gosto, que são O Meu Guri do Chico Buarque e Faroeste Caboclo da Legião Urbana, mas também tem inspiração em muitas notícias que já vi durante a minha vida. As músicas deixei no começo para que já fiquem a disposição das pessoas ouvirem se quiserem para entender melhor a minha poesia. Agora quero ver nos comentários quem vai acertar o nome da criança.

21 de maio de 2020

NADA DIFERENTE DE OUTRORA


Não sei se eu corro ou eu morro nesse velho oeste moderno
Não sei se eu socorro ou eu sou socorrido de balas nada perdidas
Eu só quero passar (me dê licença)
Gritos, lágrimas e ADEUS (AMÉM)
A luz do dia não esconde a violência cotidiana
Triste realidade das nossas cidades

Notícias repetidas nos jornais (talvez)
Desemprego aumentando no país
Guerra da fome (do norte ao sul)
Crianças fora da escola (pedindo esmola)
Polícia e Bandido não é uma brincadeira
Gritos, lágrimas e ADEUS (AMÉM)

Corrida da sobrevivência na escassez
Patrão dispensando vários funcionários (por falta de salários)
Enquanto isso os políticos querem enriquecer
Nada diferente de outrora
Gritos, lágrimas e ADEUS (AMÉM)
Muita gente e pouco pão

Passado mais presente no futuro?
Será que isso vai passar? (assim espero)
Quero ser feliz em algum momento
Quero ver o meu país prosperar
Não quero ser taxado de utópico
Não quero gritos, lágrimas e ADEUS (AMÉM)

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre as notícias que podem ser novas ou nem tanto assim. A imagem é retirada do Google.

18 de agosto de 2017

PAULO SILVINO

Ontem eu estava saindo para almoça quando uma pessoa falou que o Paulo Silvino tinha morrido, eu não acreditei, então no meu almoço peguei o celular entrei no site do UOL e vi que era verdade, eu como uma pessoa empática fiquei tocado com a notícia e me veio algumas lembranças de alguns quadros que ele fazia muita gente rir e eu era uma destas pessoas, sei que fica clichê fazer homenagens para pessoas que morreram, mas para mim falar de famosos que eu gosto nunca é clichê e sim prestar homenagem mostrando para o meu público o que eu gosto, vou deixar aqui dois vídeos que vale a pena ver e rever algumas cenas que eu lembrei no momento da notícia triste.



O TIME DO HUMOR AQUI DA TERRA PERDEU UM GRANDE HUMORISTA, PORÉM O TIME DO HUMOR DO CÉU GANHOU UM REFORÇO GRANDE. BEIJOS E ABRAÇOS PARA TODOS OS AMIGOS E FAMILIARES DO PAULO SILVINO.

4 de setembro de 2015

ARTE DO ABSURDO #04


Desde a primeira vez que escutei essa música me inspirei em algumas poesias que escrevi, estabeleci pensamentos sobre o que se retrata na letra da música e o clipe demonstra um pouco, é triste, mas é a realidade, dói o peito ver que muita coisa não mudou desde que foi lançada essa música, essa música é de 2005. Eu ultimamente ando longe de notícias, pelo fato de ter cansado de ver muitas notícias repetidas do tempo que eu acompanhava e pelo motivo que não tenho tempo mais para assistir um jornal, leio bem pouco algumas coisas no UOL, mas bem de passagem sem ir muito a fundo para não ficar muito alheio a este mundo. 

25 de junho de 2015

CRIATURA MALIGNA


Bebê de proveta mata mãe no hospital...
Como? Quando? Quem?
Um pequeno feto cometeu um homicídio...
Não é possível! Desde quando isso pode acontece?
Esse é o mistério que assombra a cidade
Médico que presenciou a cena relata abismado...
O cadáver será levado para o cemitério agora...
O marido da vítima chora copiosamente sem cessar.
No momento do ato o bebê estava na seringa quieto
Quando foi introduzi na mãe ele agiu ligeiramente
Em poucos minutos a vítima estava já sem batimentos
O pequeno feto será preso ou pagará sua liberdade?
Peço às autoridades que julguem com firmeza esse ato
Dentro de algumas semanas o julgamento será feito
Os advogados de acusação e de defesa se preparam
O júri será popular e o meritíssimo juiz será o melhor
Como tudo nesse país demora o julgamento não foi diferente
Passado exatamente treze anos o julgamento aconteceu
O réu compareceu todo pomposo no terno de linho
Seu advogado seguindo igualmente o mesmo traje
O advogado de defesa apareceu sozinho
Seu cliente (pai do réu) não quis comparecer
A audiência começou e alguns palavrões surgiram
Exaltação de ambos os advogados presentes
O meritíssimo juiz gritava incansavelmente “ORDEM”
Em poucos segundos estavam todos mudos e inertes
Quando de repente surgi da porta ao fundo um corpo
Uma bela donzela alva nua, seios tesos e sexo apetitoso
Os cabelos bem alisados, os olhos castanhos e a boca rubra
De passos lentos e charmosos caminhou até o meritíssimo juiz
Empinou a sua bunda sensualmente deixando os presentes eufóricos
Parecia uma utopia que todos os presentes presenciavam
Quem? Como? Quando? Aonde?
Os agentes da TV começaram gagos a noticiar o fato
Em casa as pessoas que assistiam seu deleite televisivo foram interrompidos
Puta que pariu cadê a explicação dessa aparição?
Desgraçado quem está omitindo essa informação
Canalha e sem vergonha quem interrompeu a programação
Desculpe leitores mais a poesia acaba aqui nesse momento
Para mais informações leiam novamente a poesia
Se ainda ficarem bravos leiam uma coisa mais interessante
Beijos para as mulheres, abraços para os homens e para os homossexuais o que decidirem...
Foi bom escrever para os deleites de vocês meus nobres leitores

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre uma notícia fictícia que criei na mente, mas essa poesia eu quis fazer um alerta sobre o risco de fazer aborto, mas cabe a vocês leitores me dizerem se eu consegui transmitir essa ideia. A imagem é meramente ilustrativa, pois eu não achei interessante colocar imagem de um feto abortado.