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4 de julho de 2019

UM DEVANEIO TUBERCULOSO

Estava deitado na cama tentando dormir
A minha febre é de 40 graus
O meu corpo dói
Tusso tanto que até vomito sangue
Estou com uma aparência cadavérica
Meu olhar esta profundo
Meus cabelos estão compridos e cheios de nós
Estou tão depressivo
Não sinto com vontade de viver
Não me apaixono mais
Não quero atrapalhar a vida de ninguém
Se eu morrer amanhã
Deixarei saudosos as pessoas mais queridas?
Deixarei de ver Aurora pela janela?
Mas encontrarei meus ídolos?
Tudo talvez possa acontecer
Pois a única certeza é a morte que chegará

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir de fragmentos de poesias que fui escrevendo aos poucos e então surgiu esta poesia completa, não sou um tuberculoso e muito menos estou aqui para ridicularizar quem é, eu somente fiz uma poesia inspirada em um autor que tenho grande admiração e que me fez querer se aventurar no mundo das poesias, o autor é Álvares de Azevedo, sim já falei muito dele aqui, basta procurar no local de buscas do meu blog que vocês podem encontrar os posts ou então ir ver todos os posts desde o princípio para ver tudo que já postei e ai quem sabe encontrar tudo que já postei relacionado a ele. Hoje não vou colocar imagem, pois acho que não necessito ilustrar esta poesia.

7 de junho de 2018

GOSTE DE MIM DEPOIS DE MORTO


Pela a minha mente passa recordações
Lembranças de um tempo que fui feliz
Agora estou velho e doente na cama
Remédios para todos os efeitos e situações
Me entorpecem para eu não sofrer mais
Não querem mais me ouvir gritar

Minha boca está seca demais
Meus braços não tem mais lugar para furar
Pílulas, injeções e comprimidos, já não aguento mais
Quarto escuro e frio é onde estou agora
Perco e a consciência em sincronia
O coração desacelera quase bruscamente

Hoje é mais ou menos um dia pra mim?
Um Padre vem aqui rezar
Poucos parentes com empatia me fazem visita
Minha vida vai acabando e a morte vem chegando
A enfermeira foi a primeira a me ver
Finalizei essa poesia e a caneta caiu

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir de um pensamento sobre que infelizmente nós só damos valor as pessoas depois da morte delas, mas não é regra e muito menos exceção. Não é uma autobiografia em forma de poesia, muito menos estou triste ultimamente. A imagem foi retirada do Google. 

12 de outubro de 2017

ISABELLA


Queria transformar você em poesia
Mas não sei fazer versos rimados
Nem tão pouco ter suspiros apaixonados
A janela do meu quarto barra a ventania
O luar não me inspira como os outros poetas
Não vejo a beleza nas violetas

Vivo sóbrio e durmo mais cedo
O céu negro me deixa deprimido
Minhas palavras não me tornam um Aedo
Prefiro me exilar e ser esquecido
Não sinto mais vontade de viver
O café que não canso de sorver

Inspiração não permita que eu morra
Antes de sentir os meus lábios nos lábios dela
Se eu padecer não me socorra
Oh saudades amargurada da pequena Isabella
Aqui finda as minhas últimas palavras de amor
Desculpas por causar certo pavor

Arthur Claro

Essa poesia foi criada para nenhuma Isabella, eu só dei esse nome pois acho lindo e também não escrevi para nenhuma outra mulher.

13 de abril de 2017

APAIXONADA ETERNAMENTE


Amor verdadeiro foi eterno até quando durou
Relações sexuais prazerosas que foram perdidas
Inesquecíveis momentos que juntas vivemos
Noites solitárias a partir de agora vamos passar
Após essa separação vou tentar me entender
Os sentimentos sinceros agora estão no fim

Passo os últimos dias da minha vida solvendo vinho
As últimas semanas passo ouvindo um ótimo clássico
Recebo meus medicamentos mortais nesse momento funesto
Entre viver ou morrer entrego esse poder a Deus
Milésimos de segundo são eternos quando se está debilitada
Quem me dera ter o poder de voltar atrás pra consertar os erros

Ainda estou viva esperando a sua última visita
Sim anseio essa possibilidade pouco provável
Quero ouvir a sua voz e sentir o seu perfume
Mais um dia passa e você não apareceu
Leio novamente a última carta que você me escreveu
Uma lágrima escorreu dos meus fracos olhos

Inevitável é a palavra que percorre meus pensamentos
Recordações do tempo de amar e ser amada
Drogas mortais e curáveis são meu cotidiano
O Sol e a Lua me visitam pela janela
Cadê você que me dava força?
Estou com saudades de você ao meu lado

Xícara de café antes do último cigarro
Comecei a fumar depois que você me abandonou
O médico me liberou me deixando com esse vício
Mas eu queria estar mais viciada em você
Seus lábios nos meus sem ter fim
Vou morrer antes que eu possa te ver

O último dia está se aproximando lentamente
As horas vão passando no mesmo ritmo
A saudade vai aumentando cada vez mais
Minhas lágrimas não têm vergonha de cair
Já te liguei inúmeras vezes e deixei vários recados
Mas nada de você querer me ver

Não entendo esse seu desprezo mordaz
Parece que você não me amava de verdade
Quem desviou a sua atenção que era em mim?
Qual o motivo de me tratar assim?
Estou perdendo as esperanças em te vê
Não quero partir sem vê-la pela última vez

Ansiedade de uma pessoa que te ama muito
Estou sofrendo muito só de ver seu 3x4
Não quero ficar chorando e te esperando
Quero ver somente a tua bela face
Pelo menos sentir seu perfume
Quero ser feliz por míseros segundos

Dor violenta no coração que ama
Sofrimento invadindo o lugar do sentimento
Choro infindável obscurecendo o sorriso
Tempo correndo alucinado após lentidão
Solidão de um quarto escuro e frio
Uma voz no imaginário solitário

Agora vou morrer sem te ver
Não escolhi esse fim para mim
Fecho os olhos lentamente sem lutar
Coração vai inquietando junto com os outros órgãos
Eutanásia é a resposta do meu sofrimento
Agora você chega e me vê morta por ti

Arthur Claro

Essa poesia é mais uma com o pensamento feminino, uma despedida sem adeus, uma poesia ultrarromântica.

2 de fevereiro de 2017

VERSOS ÍNTIMOS


Posso querer vários amores
Mas só em você encontrei a sinceridade
Com você perdi todos meus temores
Vamos juntos fazer a nossa felicidade
Admirada com você me entregando flores
Nosso amor é feito com a palavra verdade
Com um punhal me matarei provando meu amor
Não consigo viver sem você me fazendo sentir dor

Posso querer vários amores
Mas só de você morro de saudades
Com você aprendi admirar todas as cores
Vamos juntos compartilhar nossas amizades
Admirada de sentir todos os odores
Nosso amor é invejado por todas as idades
Com um punhal enfio no meu peito sem temor
Não consigo partir antes de agradecer ao nosso Senhor

Posso querer vários amores
Mas só que você não me deixou cair em maldades
Com você não sinto frustrações e dores
Vamos juntos fazer belas novidades
Admirada de ver sua dedicação fazendo favores
Nosso amor é repleto de amenidades
Com um punhal escrevo pelo meu corpo amor
Não consigo ser totalmente eu sem temor

Arthur Claro

Essa poesia foi criada com o pensamento de uma mulher com tons de ultra-romantismo.

20 de outubro de 2016

FILHO (AMADO LEMBRADO E CARISMÁTICO)


Aí estás tu com teus vinte e três anos
Tua chegada era aguardada por todos
Quando pequeno tiveste carinho, olhares atenciosos e leite
Na escola tiveste amigos, alegrias e tristezas
Mas eu não queria que você se deitasse tão cedo
A surpresa foi tão grande que fico sem palavras

Desejo que sejas feliz aonde quer que tu estejas
Eu te adoro desde mil novecentos e oitenta e seis
Teu quarto e as tuas coisas estão intactas
Quem te conheceu sabia que era o melhor amigo
Possuía uma simpatia sincera e grandiosa
Olhe por todos como sempre olhou

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre a morte, porém inspirada em poesias ultra-românticas de Álvares de Azevedo. A imagem é meramente ilustrativa e foi retirada do Google.

13 de outubro de 2016

SIMPLES DE CORAÇÃO


Deixo o vento gélido bater no meu rosto pálido
Vejo várias rosas maravilhosas caindo como chuva
Lágrimas de verdadeiros amigos me deixam triste
Nessa noite estou deitado num leito diferente
Uma paisagem sombria que não paro de admirar
As ruas estão quietas como nunca ficaram

Taciturna noite que não vai findar tão cedo
Vinho tinto derramado no meu peito gélido
Olhos fechados sem sono e sem vontade
Órgãos vitais vivendo em outros corpos
Essa é a mais importante contribuição que queria realizar
Fui feliz até o último segundo da minha existência

Não fui importante no mundo como queria
Mas fiz a minha marca nos corações certos
Escrevi versos de poesias para me distrair
Leitores admiravam ou tentavam entender minhas poesias
Um dia sonhei com a seguinte frase
Num imenso jardim não vemos a semente que gerou este grandioso paraíso 

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre a morte, porém inspirada em poesias ultra-românticas, eu meio que fiz uma poesia de despedida, eu na época que escrevi ela tava no auge da influência das poesias de Álvares de Azevedo, quero pedir perdão para todos que acharam forte esta poesia. E a frase final foi realmente vinda em um sonho e depois que usei ela na poesia, a imagem foi retirada do Google.

2 de junho de 2016

RITUAL SAGRADO


Quando a lua cheia brilha no céu
Cachorros começam a latir recebendo a noite
Escrevo essa carta com o seu rubro sangue
Os cadáveres me cercam nessa noite fria de julho
Breves alucinações que mexem com a minha cabeça oca
Meus olhos brilham ao observar atentamente o luar

Aos poucos descubro que me isolando é um tédio
Nessa bela noite me flagrei pensando em você
Quanto mais penso menos te esqueço
As minhas mãos estão frias e sujas do seu sangue
Não paro de sentir a dor insuportável do arrependimento
O dia começa a raiar e eu continuo solitário

Amei seu rosto pueril e grácil até o seu último suspiro
Seus lábios pequenos eram tão rubros e belos
Teu corpo jovem foi enterrado com carinho
Um ritual sagrado feito para um amor eterno
Seu sangue continua sendo a tinta da minha carta
Vou terminar a carta e voltarei para minha casa

Ainda tenho que relatar os acontecidos detalhadamente
Será que eu devia ter feito isso para eternizar um amor?
Essa maldita dúvida vai me matar de remorso
Finalizo a carta repousando-a em cima do seu leito
No caminho de casa um carro em alta velocidade me mata
Concluindo o ritual do amor eterno aconteceu finalmente

Arthur Claro

Essa poesia foi criada inspirada nas poesias ultra-românticas de Lord Byron, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos e outras referências, essa poesia não é real e nem inspirada em nada realista. A imagem é meramente ilustrativa e foi retirada do Google.