Lua cheia brilhando no céu
negro
A janela entreaberta clareia o
leito
Mais uma noite sozinho
Na mente lembranças tristes
E os olhos abertos de insônia
Mas já está na hora de sonhar
Visões horrorosas parecem reais
Uma voz sopra no ouvido “Não
durma”
O medo é mais forte
Arrependimento do crime
passional
Uma faca ensanguentada está
sobre a mesa
O corpo sem vida no leito
Na banheira tem um corpo
despido e inerte
Olhos fixos no azulejo trincado
É questão de tempo para a
chegada da polícia
Arrombam sem piedade a porta da
suíte 136
Rastros de sangue, vômito e
sêmen
Bons sonhos para o sono eterno
Arthur Claro
Essa poesia foi criada pensando em uma cena de assassinato, calma pessoal, eu não cometi nenhum assassinato e relatei aqui, eu pensei e quis fazer uma poesia assombrosa, acho que consegui, o que vocês me dizem? O número da suíte é o primeiro número que veio na cabeça.