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20 de março de 2026

20/03/2026 - TENHO UMA BOA E UMA MÁ NOTÍCIA PARA VOCÊS

Não vou enrolar vocês, com uma explicação e nem fazer mistérios.

A boa notícia é que as minhas poesias vão voltar a serem postadas.

A má notícia é que as minhas poesias não sei ainda quando elas vão voltar a serem postadas.

Aos que não conhecem as minhas poesias, vou deixar aqui o link da tag que coloco quando posto as minhas poesias e assim vocês podem ir já conhecendo o meu estilo, mas para quem já conhece as minhas poesias podem esperar mais um pouco para ler as "novas" poesias, pois nenhuma é tão recente assim quando eu voltar com elas.

Clique neste link "POESIAS" e se deleitem com as minhas palavras.

1 de maio de 2025

JUNE

Com café e olhar atento
Na janela te vi pela primeira vez
Cabelos escuros, olhar melancólico
Um mistério que me prendeu
Ao trabalho fui, mas imersa
Nos pensamentos em você

Despertador toca e café na mão
Olho a sua janela fechada
Dia se passa, rotina em vão
No trabalho, sou reconhecida
Volto para casa e sua janela ainda quieta
A noite casa e o cansaço me toma

Dor me desperta antes do amanhecer
Analgésico e café para aliviar
Na sua janela há um vaso de flores amarelas
Um sinal seu a me encantar
Dia de folga, descanso e leitura
Um mistério que perdura

Chuva na janela e a dor que diminui
Café na mão, a rua molhada
O vaso de flores amarelas ainda reluz
Pétalas brilhantes nesta manhã nublada
No trabalho, a mente vaga
A chuva acalma nesta noite

Sábado, sol e pássaros cantando 
Café fora de casa e um gato se aproximou
Parque e feira, um dia a aproveitar
Volto para casa com novo amigo
Flores ao sol, janela a brilhar
Noite tranquila de sono leve

Gato me acorda e as suas cortinas balançam
Sem sinais de te ver
Volto do trabalho exausta
Banho quente, relaxo, pensamentos ocultos
Barulho à noite com a lua brilhante
Silhueta e faca, um arrepio a me gelar

Acordo com o gato miando sem parar
Café na cozinha, reflexo a atrair
Roupão macio, desejo a crescer
Mas preciso manter o foco
Volto do trabalho novamente exausta
Cortinas fechadas e um banho para relaxar

Sinto o toque quente da água
Sensação de relaxamento e prazer
Explorando cada curva e contorno
Em um momento íntimo de solidão
Fantasiando mãos delicadas me tocando
Revigorada me sinto ao sair do banho

Me deito na cama com uma camisola rosa
Mente vagando leve
Te encontro no sonho
Um toque sútil e uma conexão
Deliciosos beijos no pescoço
Calor crescente entre as pernas

Sigo a minha rotina habitual
Café, reflexão no espelho e trabalho
Um mistério na janela
Curiosidade alimentada
Cores vibrantes no reflexo matinal
Encontro silencioso à noite

O tempo passa num piscar de olhos
Pensamentos na mente inquieta
Fui promovida no trabalho
Recebi uma carta enigmática
Reflexões durante o outono e inverno
Compreendi que as respostas estão dentro de mim

Arthur Claro


Essa poesia foi criada após eu finalizar uma sequência de contos pequenos que escrevi no meu Instagram pessoal sobre a personagem que criei do nada para ninguém, foi só um momento de criatividade que surgiu e eu fui me inspirando e criando. Amanhã faço um compilado para apresentar os contos pequenos da June. 

21 de novembro de 2024

CAMINHOS: ALTERNATIVOS, LONGOS, CLANDESTINOS, INSPIRADOS, NOTURNOS, HARMONIOSOS E ALUCINANTES

A noite chega me trazendo a insônia
Mas o que eu desejo não é dormir
Andarei encontrar um calcinha cinza
Nada me desviará de uma calcinha boxer
Doce perfume que exala após ser lavada
Agora que encontrei vou guardar na coleção

Sei que é arriscado continuar peregrinando
O meu desejo também me protege
Pois sei que vou encontrar a calcinha marfim
Hoje e sempre terei a calcinha cintura alta
Irei sentir o aroma adocicado do prazer
Eu também guardarei na coleção

Raios de sol chegam para eu retornar para casa
Abro meu baú guardando os meus tesouros
Quando anoitecer novamente buscarei mais
Uma mais bela que a outra
Eu ainda preciso encontrar uma calcinha bege
Lembro que falta na coleção a calcinha caleçon

Cai a noite outra vez
A minha busca recomeça
Mas o cheiro da calcinha esmeralda me atrai
Inebriado sigo de encontro a calcinha tanga
Logo meus lábios se abrem em um sorriso
Assim conquistei mais um item para a coleção

Meus passos são friamente calculados
Ando sem deixar rastros
Respiro o perfume da calcinha rosa
Idealizando uma formosa calcinha rendada
Na mais bela mulher utilizando-a
Agora preciso voltar para casa

Realizo meu desejo todas as noites
Eu aprecio com moderação
Graciosa é uma calcinha roxa
Incrivelmente é a beleza da calcinha sem costura
Nisso me perco em variações de cores e modelos
A minha coleção está quase completa

Bem o que mais me atrai é o cheiro
Isso me hipnotiza e me motiva a querer mais
Aprecio esta característica que é única
Não existe dois cheiros iguais
Claro que a calcinha violeta não é como a flor
Assim como a calçola também pode ser sexy

Vejamos que isso não é comum
Isto até onde eu sei não é crime
Vivo no perigo de ser flagrado
Isto é um fetiche diferenciado
A nova peça da coleção é a calcinha biquíni
Novidade mesmo é a cor da calcinha anil

Eu confesso que não quero parar
Loucura ou obsessão por este objeto íntimo
Isso já saiu de controle faz tempo
A calcinha salmão foi a primeira de todas
No varal ao lado da calcinha fio dental
Eu tomei gosto e comecei a colecionar

Arthur Claro


Essa poesia foi criada da minha ideia de querer criar um personagem que possui o fetiche por cheirar e colecionar calcinhas, mas infelizmente não criei a história, porém criei a poesia que retrata um pouco deste personagem, as calcinhas e as respectivas donas, este personagem não sou eu.

14 de novembro de 2024

CAFÉ E AS PALAVRAS NÃO DITAS

Invejo os seus lábios
Que tocam esta xícara de café
O aroma do café se espalha
Enquanto a minha mente cria mentiras
Ouça-me antes de ir embora
Perdoa-me por te deixar triste

Quero ouvir a sua voz no meu ouvido
Sinto muito por te magoar
Vamos tomar uma xícara de café?
Enquanto isso me deixa te ver
Quero te ver sorrindo novamente
Perdoa-me por não te fazer feliz

Os seus olhos verdes não brilham mais
Eu me sinto tão só
E tão culpado por tudo
Não sinto o cheiro de café
Sobre a mesa desta manhã
Um bilhete todo azul e sem corações

Era a sua despedida
Não tinha café sobre a mesa
Não havia lágrimas marcadas no papel
Somente a sua caligrafia
Com uma palavra bem grande escrita
TCHAU

Arthur Claro


Essa poesia foi criada para explorar os temas amor perdido, arrependimento e solidão, não tem nada haver com algo que aconteceu comigo, foi só uma criatividade que veio bem na hora que eu decidi escrever essa poesia.

7 de novembro de 2024

CALEIDOSCÓPIO DOS ABSURDOS

Em suas entranhas as cores dançam sem pudor
Formando figuras sem rumo como miragens
O real e o irreal se confundem em seu universo
Um labirinto de lógica e devaneios
É um jogo de ilusões sem regras
As formas se desdobram em um espetáculo
Criando paisagens indecifráveis no caos
Podemos esperar pelos limites inusitados
Neste festival em ode a insanidade
Uma sinfonia de ideias caóticas
O véu se desfaz te despindo a alma
Um desejo que não se realiza
Uma vida sem pressa da morte
A introspecção entre ser ou deixar de ser
É a fertilidade de um terreno baldio
Um murmúrio de pensamentos que gritam
O vácuo do universo no paradoxo
O precipício onde vemos só o princípio
O surrealismo das contradições
O cosmo do nonsense desarticulado
Sem pudor de miragens em seu universo
Devaneios sem regras em um espetáculo
No caos a insanidade pelos limites inusitados
Ideias caóticas despindo a alma não se realiza
Pressa da morte de ser baldio
O princípio de pensamentos que gritam no paradoxo
Das contradições do nonsense desarticulado
O cosmo do surrealismo onde vemos o precipício
O vácuo do universo em um murmúrio
É a fertilidade de introspecção
Uma vida sem um desejo se despindo o véu
Uma sinfonia neste festival em ode que podemos esperar

Arthur Claro


Essa poesia foi criada como uma viagem através de um mundo de pensamentos caóticos, onde o real e o imaginário se misturam, explorando ideias que possam parecer desconexas e contraditórias, as palavras de cada verso parece quando você usa um caleidoscópio que vai formando outras imagens, pois aqui na poesia forma outros sentidos. Eu (Arthur Claro) não usei nenhum tóxico enquanto criava esta poesia.

24 de outubro de 2024

SERAPHINA NA PENUMBRA

Na calma dos livros antigos está ela
Entre páginas, um castiçal de vela e flores
Cabelos dourados como os raios de Sol
Sua tez alva é um poema prestes à começar
Seus olhos castanhos são espelhos com mistérios
Refletindo o presente, escondendo o passado e imaginando o futuro

No mundo de fantasias ela se perde e se encontra
Folhas amarelas, chama quente e flores belas
Uma brisa beija os fios de cabelos dourados
Arrepia a pele e um sorriso nasce nos lábios
Olhos atentos a cada palavra escrita
Revelando a história ali apresentada

Em um mar de emoções descobre mundos fictícios
Ela é a guardiã dos enigmas para decifrar
Seus guias são a sabedoria e a curiosidade
Uma nova jornada a cada capítulo
Os personagens são seus novos amigos
A luz do castiçal ilumina os momentos sombrios

Arthur Claro


Essa poesia foi criada inspirada numa imagem que eu infelizmente não salvei para apresentar para vocês, me desculpem, eu só pedi para o Chat GPT me ajudar a criar um título para a poesia inspirado na imagem, ele mesmo que escolheu esse nome para a musa inspiradora.

10 de outubro de 2024

SOPHIA

Ela de amor sofria
Da vida ela não sorria
Ela tenta ser feliz todo dia
O pai morreu de taquicardia
A mãe vende o corpo por uma certa quantia
Enquanto um canário lhe faz companhia

Foi que numa noite tudo melhorou
Ela nunca mais chorou
Por ela Deus olhou
Depois que por Ele ela rezou
Ela agradeceu a Ele que tudo transformou
Da tristeza só na lembrança ficou

Ela tem agora motivos para cumplicidade
Dos pais guarda bons momentos na saudade
No peito não guarda mais infelicidade
Vai caminhar tranquilamente pela cidade
Porém sempre temendo a maldade
Isso tudo pode ser mentira ou verdade

Ela não quer mais sofrer
Ela não quer mais chorar
Ela quer ter motivos pra viver
Ela quer sempre rezar
Momentos bons virão para ela
Bênçãos cairão sobre ela

Arthur Claro


Essa poesia foi criada por partes, eu tinha o nome e os 12 primeiros versos, mas demorei quase 5 anos para terminar essa poesia, pois não conseguia achar uma finalização para a poesia que me agradasse, foi somente depois de tanto pensar, escrever e apagar que cheguei nesse final espero que vocês também gostem, a poesia não foi feita para nenhuma mulher chamada Sophia, é só mais um dos milhões de nomes que eu acho bonito.

3 de outubro de 2024

ODE À MINHA MUSA

Entre os lençóis macios você repousa nua
Sua pele negra é banhada pela lua
Traços suaves com toques de mistério e magia
Seus olhos profundos são estrelas a brilhar
Guardiã dos segredos do céu e do mar
Para te homenagear fiz esta poesia

Seus lábios de rubi e um sorriso sereno
Na madrugada o orvalho toca o jardim ameno
Te digo palavras sussurradas de amor
Seu corpo escultural é arte viva
Em versos te criei e você me cativa
Despertei em paixão no eterno fervor

A cada curva sua é uma ode ao desejo
Mas esta poesia é sem fim e sem ensejo
Inspirada em você que não sai da minha mente
Pra mim é a musa dos encantos sem fim
No fim te quero só pra mim
Para te ter farei um pedido para estrela cadente

Em seu semblante repousa a luz da lua
Sua pele negra é bela quando você está nua
Esta poesia para mim foi um desafio
Para cada palavra pensada uma rima perspicaz
Só finalizei agora para poder ir dormir em paz
Para sonhar com você se divertido em um rio

Arthur Claro


Essa poesia foi feita para nenhuma musa em especial, foi só uma ideia que fui jogando as palavras e criando as rimas e desenvolvendo os versos conforme ia criando a poesia.

26 de setembro de 2024

LÁGRIMAS DE ROSAS


Na noite sombria onde o vento vagueia
Sigo solitário pelos caminhos do além
No peito a dor arde e consome
Entre os suspiros gélidos sinto a sua presença
Oh, destino cruel deste humano efêmero
Perdido neste nefasto mundo

Entre os murmúrios escuto você me chamar
Pelas vielas estreitas vou caminhando solitário
Em busca da ilusão escapando do precipício
Um destino repleto de dolorosos espinhos
Meu coração começa a desacelerar lentamente
Triste neste melancólico mundo

Um eco de esperança entre as trevas
Mas não há mais tempo para continuar
Dos passos lentos virando passos velozes
Um adeus suspende no ar e nos ouvidos
Nas asas de um anjo me vou
Adeus… Me fui com você no coração

Arthur Claro


Essa poesia surgiu da ideia que tive após ver a imagem da rosa que coloquei no meu perfil do Instagram (SPOILER DA POESIA) e também ilustra esta poesia, eu adoro a flor Rosa por isso que criei mais uma poesia sobre ela, se vocês procurarem nas outras poesias vai encontrar eu citando ela, a poesia não foi escrita para nenhuma mulher em especial.

19 de setembro de 2024

TREVAS DA SOLITÁRIA

As grades de ferro corroídas pelo tempo
Chão imundo com ratos atravessando
Na única parede tem uma minúscula janela
De onde mal consigo ver o Sol
O cheiro é muito repugnante
A cama de cimento sem cobertor

Estou ficando com as barbas longas
Meus dentes estão caindo
Minhas mãos e meus pés estão ressecando
Os ossos do meu corpo estão evidentes
Meus olhos fundos e quase sem enxergar
Sou um moribundo agora

Fui esquecido por todos
Ninguém me quer por perto
Posso morrer que não farei falta
Mas essa não é a minha escolha
Rezo à todo momento pra Deus me livrar
Quero voltar a ser livre

No mundo dos justos é tudo injustiça
Se queremos mudar esse mundo
Temos que mudar esse pensamento imundo
Mostrem que somos inteligentes e não passivos
Aceite o que o seu país tem de bom
Rejeite o imperialismo e quem fala com você em alto tom
Assim conseguiremos se mantermos vivos

Arthur Claro


Essa poesia já tinha o nome e a ideia do que ela se tratava, porém eu (Arthur Claro) demorei para conseguir escrever ela, mas fui escrevendo aos poucos e assim consegui criá-la. A poesia é sobre um homem preso refletindo sobre o seu tempo na cadeia.

5 de setembro de 2024

VOO DA BORBOLETA

O amor é um precipício
Aonde os loucos não vivem no hospício
Porém enquanto um se joga sem asas
O outro se distraí com as borboletas

O amor é um hospício
Aonde os suicidas não se jogam no precipício
Porém enquanto um se distraí com as borboletas
O outro vive sem as asas

Arthur Claro


Essa poesia foi criada da sugestão no post "HOJE VOCÊS VÃO SUGERIR O TEMA DAS MINHAS PRÓXIMAS POESIAS" e então eu venho aqui apresentar o resultado da sugestão. Também quando criei quis mostrar que o amor nos fazem ter percepções das formas que ele se apresenta à nós, também que existe algumas distrações que nos fazem desviar dele.

22 de agosto de 2024

EU SOU PRETA


A minha pele é escura
Mas não é uma sombra
Meus cabelos são crespos
E esta é a minha coroa
Meus olhos são duas jabuticabas
Estou sempre em sinal de alerta

Eu tenho um sonho
Onde a minha felicidade é ter o seu respeito
Onde os livros sejam as minhas “armas”
Onde sou realmente livre
Onde a minha melanina não me limita
Quero que este sonho seja realidade

Cerro meu punho em direção ao céu
Levanto a minha cabeça
Abro um sorriso
Os meus olhos estão estáticos
Agora vou gritar para todos me ouvir
“Eu sou Dayene Soeiro”

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir da ideia que tive para uma personagem fictícia, porém usei o nome "Dayene Soeiro" em homenagem a minha amiga Dayene Soeiro que me ajudou a ter essa ideia de poesia, mas a personagem não recebeu esse nome, recebeu outro e em outro momento venho falar mais sobre essa personagem.

15 de agosto de 2024

ÉRAMOS NÓS DOIS

Era você
Era eu
Éramos nós dois
Amantes
Apaixonados

Era eu
Era você
Éramos nós dois
Hoje
E depois

Amor
Romance
Erros estamos errando
Eu
Você

Tempo
Sentimento
Sofremos ou perdemos
Você
Eu



Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir da loucura da minha cabeça de querer fazer aquelas poesias malucas minhas que você pode ler de cima para baixo e de baixo para cima que resulta a mesma coisa, espero que dessa vez eu tenha conseguido, faz tempo que eu não escrevo poesias assim.

8 de agosto de 2024

4:20


Mente Insana
Mente Inquieta
Penso, não desisto
Crio, não persisto
Livro a criatividade
Neurônios em choque criando sinopses

Prefácios com frases rebuscados
Páginas passadas são lembranças
Mente Insana
Mente Inquieta
Poesia do imprevisto
Caos previsto

Parágrafos ou estrofes
Vírgulas, pontos ou acentos
Brisa, breve, brasa e bocas
Fumaça branca da erva verde
Mente Insana
Mente Inquieta

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir de uma ideia que tive sobre o uso da maconha, para quem tá ligado 4:20 é bem autoexplicativo, mas para quem não entendeu recomendo que procure um maconhista mais próximo e pergunte, esta poesia foi a minha 420ª poesia finalizada, garanto que não escrevi ela depois do uso dela, pois não sei nem o que ela faz no meu organismo. A música é um modo de ajudar a conscientizar, não estou fazendo apologia a maconha, mas acho que tem que ter mais respeito com todos, caso você não se sinta bem com o assunto, pelo menos respeite para ser respeitado.

1 de agosto de 2024

LEMBRANÇA DO BEIJO

Éramos dois melhores amigos
Conversas e risadas sem limites
Nos conhecemos ainda pequenos
Nossas casas eram geminadas
Um começava a piada e outro completava
Não tínhamos segredos e nem medos

Eu sempre fui tímido
Enquanto você sempre desinibido
Mas aquele beijo escondido me libertou
Senti você também se libertar
Nossas línguas eram livres nas nossas bocas
Momentaneamente estávamos invisíveis no mundo

Senti o seu coração sincronizar com o meu
Nossas mãos se perdiam em nossos corpos
Ouso dizer que nossos membros endureceram
Um beijo que durou minutos que pareceram horas
Não quero fingir que não aconteceu
Mas posso esperar para gritar ao vento

Me diga o que sentiu
Me fale o que sente
Quero saber se é recíproco
Não quero criar deduções
O nosso beijo não te torna "menos" homem
E sim mais humano

Eu sou bissexual e me sinto feliz
Amo meninos e meninas igualmente
Não me sinto confuso
Me sinto livre para amar e ser amado
Estarei aqui para te ouvir
E também te fazer sorrir

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir de uma ideia que tive pensando em um rapaz que se descobre bissexual e se lembra do beijo inocente porém prazeroso no seu melhor amigo, não é nenhuma lembrança minha.

25 de julho de 2024

HOJE É O DIA DO SEXO

Se você não tem com quem fazer
Comemore mesmo assim
Até a masturbação dá prazer
Basta estar à fim
Não tem que ser prioridade
Mas é a consequência da cumplicidade

O bom sexo é aquele prazeroso
Aonde todos tenham orgasmos
Seja oral, anal e/ou vaginal
Não importa a sua orientação sexual
Desde que seja tudo gostoso
E tenha prazerosos espasmos

Fantasias e fetiches se realizem
Seja no motel ou em casa
Porém de forma consensual
Que não haja orgasmo fingido
Então que todos(as) tenham
UM FELIZ E PRAZEROSO DIA DO SEXO

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir da minha vontade de criar um post sobre o dia do sexo (06/09) só não me recordo de que ano foi, mas o importante que eu criei esta poesia de improviso sobre um tema que acho que devia ser mais comentado e falado abertamente.

18 de julho de 2024

FLORES DO AMANHECER

Um novo dia desabrochou
Com as pétalas amarelas do Sol
Sem nuvens de tristeza
Mostre-me o seu sorriso
Que eu irei te acolher
Olhai as flores do amanhecer

Uma nova vida floresceu
Com as pétalas da novidade
Sem nuvens de pessimismo
Mostre-me o seu sorriso
Que eu irei te confortar
Olhai as flores do amanhecer

Lágrimas que regam as nossas faces
Sorriso radiante espantando o mal
Fotossíntese para uma transformação
Não deixe que te acolham sem motivos
Não deixe que te confortem em vasos simplórios
Amanhã será sempre melhor que hoje

Não deixe que te julguem pela fragilidade
Exale o seu mais agradável perfume
Realce as suas pétalas multicoloridas
Não deixe de ser o símbolo do amor
Seja a flor mais linda desse jardim
Seja a flor do amanhecer

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir da sugestão no post "HOJE VOCÊS VÃO SUGERIR O TEMA DAS MINHAS PRÓXIMAS POESIAS" e então eu venho aqui apresentar o resultado da sugestão, ao reler esta poesia lembrei que também tive a inspiração de copiar, porém não fiz igual, foi usar a frase "Olhai os lírios do campo" que é um discurso proferido por Jesus durante o Sermão da Montanha e relatado nos evangelhos de Mateus e Lucas. Este discurso também teve importância considerável para os antigos gnósticos e também é o nome do livro homônimo do escritor gaúcho Érico Veríssimo, acho que foi isso que formou a poesia. E quem quiser sugerir temas para poesias ou posts podem deixar nos comentários.

11 de julho de 2024

NEM AQUI E ALÉM DOS LIMITES

As montanhas que aqui circundam
São as curvas mais belas do seu corpo
As aves que aqui gorjeiam
São os cantos sensuais da sua boca
As águas que aqui passam
São os desejos do seu sexo

Nada me limita quando te vejo
Porém algo me barra quando te desejo
Tenho prazer em te poetizar
Transformo a sua beleza em meus versos
Você indiretamente me faz ter pensamentos perversos
Mas não estou aqui para te objetificar


Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir da minha vontade de criar uma poesia erótica com toques de sensualidades, não foi escrita para nenhuma mulher.