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13 de junho de 2019

MENDIGANDO A SUA ATENÇÃO


Não quero o seu dinheiro
Me dê um tempo do seu dia
Não quero encher a minha barriga de comida
Me note, pois eu não sou invisível
Não quero uma roupa nova
Me olhe com empatia

Me presenteie com o seu carinho
Não quero brinquedos importados
Me abrace e me beije com sinceridade
Não me ignore como um objeto
Me dê a oportunidade de sonhar
Não quero ficar sozinho

Me faça dormir com as suas estórias
Não quero ouvir mentiras
Me ampare quando eu chorar
Não me esqueça quando o tempo passar
Me faça uma lembrança feliz
Não se arrependa desse nosso tempo juntos

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir da ideia de uma criança que quer a atenção dos pais comparada com uma criança pobre que esta na rua. A imagem foi retirada do Google.

12 de julho de 2018

ADOTE UM ABANDONADO


Abandone os seus receios
Um minuto da sua atenção
Adote essa prática no seu cotidiano
Sou um mendigo e não um ladrão
Quero conversar com você
Não quero o seu dinheiro
Seu dia pode ser melhor
Pois você foi gentil
É estranho porém revigorante
Nas memórias uma eterna lembrança
Sempre que me ver sorrirá
Só não chore quando não me ver

Arthur Claro

Essa poesia foi criada para demonstrar o quanto ignoramos as pessoas necessitadas. Ajude para ser ajudado, ouvir as pessoas pode ser algo reconfortante para todos os envolvidos, a imagem foi retirada do Google.

20 de abril de 2017

O MENDIGO E O POETA


O tempo deixou suas roupas puídas
Barba longa e cabelos sujos
Dentes podres, unhas negras e compridas
Corpo esquelético aparecendo os ossos
Olhos cheios de esperança

Ele um pobrete que ninguém quer ver
Casaco velho com bolsos furados
A calça rasgada nos joelhos
O sapato tenta proteger os pés imundos
Esparadrapos podres nos dedos da mão

Papéis circundam seu aconchego
Come a comida fria por não ter fogo
Sacia a sede com restos das garrafas de bebida
Pessoas caridosas são raridades
Mais um dia se acaba sem mudança

Ele é um exímio no improviso
Tem uma vida de boêmio noturno
Padece sozinho na sarjeta
O álcool esquenta o frio
Esquecido ou isolado na escuridão

Na rua o inevitável pode ser o casual
Cruzar a fronteira da realidade com a loucura
Quem sabe quem é quem?
O Poeta é o Mendigo?
O Mendigo é o Poeta?

Arthur Claro

Essa poesia foi criada numa tentativa de fazer um paralelo sobre um Mendigo e um Poeta. A imagem é meramente ilustrativa e nem foi ela que inspirou esta poesia, mas acho que ela meio que combina com essa poesia. Eu quero saber se você (leitor) consegue distinguir quem é o Poeta e quem é o Mendigo dessa poesia.

15 de setembro de 2016

O COTIDIANO DAS RUAS


Observo todas as noites uma meretriz se oferecendo quase nua
Cabelos negros e lisos combinando com os olhos verdes
Os lábios rubros são delicados feitos para acariciar velhos manguitos
Debruçada na janela do carro do cliente combina o preço
Acertado somem para o motel fazer a festinha particular
Em instantes esta de volta com a grana e preparada para o próximo

Nos seus quinze anos de idade já é uma profissional (do sexo)
Faz de tudo para que todos os seus clientes fiquem satisfeitos
Os seios medianos agradam qualquer cliente que esteja com ela
Com a grana fácil se embeleza com roupas e maquiagem caras
Velhos, padres, playboys e gringos com ela já se divertiram
Não tem uma noite que ela fica sem fazer seu programa

Vejo cartazes de um idiota com discurso boçal e mendaz
Com isso iludi a população com promessas repetidas
Mas quem já tem certa sapiência não cai nesse papo
Quando chegar o dia da eleição votará no candidato qualificado
Não quero ser o senhor da razão como muitos querem
Só tenho a pretensão de abrir os olhos dos cegos

Meu cotidiano é diferente do que você vive
Vejo diversas pessoas passando sem me notar
As nossas diferenças quase sempre se encontram
Você pode querer cobiçar a jovem meretriz que vejo
Eu também posso cobiçar o seu emprego
Tudo na vida se encaixa num contexto
Sem querer eu me despeço de todos os leitores

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre a ótica de um mendigo que observa a rua e a rua não o observa. A imagem foi retirada do Google e pode ser a retratação desta poesia que poucas pessoas presenciam.

28 de setembro de 2015

21 de maio de 2015

A CANÇÃO DO MISERÁVEL


O miserável dança o samba na sarjeta
Veste puída, pueril e com o sapato furado
Corpo fétido enrolado cheio de aguardente
Desgraçada vida que ele possui ninguém entende
Pare de rir faça alguma coisa para mudar
Não seja mais um otário deixando o mundo assim

Venha mostrar o AMOR que Deus lhe deu no coração
Dinheiro e mais atenção pode mudar o miserável
Cuida desse anjo que Deus colocou no seu caminho
Otário mude a sua atitude a partir de agora
Pretensão de mudança não é ridículo
Nada de vergonha desse ato de caridade

O samba que quero dançar tem que ir pra avenida
Não faça uma única vez esse gesto de carinho
Pergunta sem respostas da humanidade não se esqueça
Carisma sempre no peito não acaba de repente
De AMOR o mundo esta acabando com atitudes deploráveis
Veja isso que acontece na sua frente para você tentar mudar

Veemente você não vai parecer um demente
Com poucas atitudes pode mudar grandes frustrações
Perdendo conceitos de que ninguém pode mudar sem o AMOR
O miserável agora pode até pode sonhar num mundo melhor
De guerras aniquiladas e de injustiças acabadas de repente
Ninguém vai acreditar que você mudou uma pessoa esquecida

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre uma história que criei de um miserável, não é de um sujeito específico e sim de todos que existem, não é uma chacota chamar o mendigo de miserável e sim mostrar a realidade para todos e chamar a atenção, essa poesia tem uns toques de inspiração nas músicas "O bêbado e a equilibrista" de João Bosco  e "O Malandro" de Chico Buarque.

2 de abril de 2015

RUBRA ROSA


Uma roupa puída com alguns buracos e muito fétida
Cabelos embaraçados e um rosto imundo com uma ferida
A cicatriz que um canivete fez numa briga de rua
Olhar triste no semblante de um senhor que já foi feliz
Sua nova namoradinha ganhava a vida sendo meretriz
Toda noite ele pedia para ela ficar totalmente nua

Barba comprida esconde um pouco o triste semblante
Sua namoradinha o deixava todo lancinante
Numa noite de sarros um policial separou o casal
O velho mendigo foi para a cadeia e a namoradinha foi raptada
Na cadeia o mendigo chorava e a namoradinha era estuprada
Esse mendigo era tratado todos os dias como um animal

O tempo passou e o casal estava novamente junto
Mas a namoradinha agora chora pelo pobre defunto
Velho mendigo quando foi libertado não aguentou e morreu
A namoradinha jurou vingança contra esses covardes
Seduziu um policial e roubou a casa dele sem alardes
No dia seguinte a sua honra no jornal apareceu

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre uma realidade com pitada de ficção e/ou uma ficção com pitada de realidade, não sei, mas quis mostrar uma história de amor de dois seres humanos que formam um casal aonde o amor prevalece.O nome da poesia é um dos símbolos do amor na minha opinião.