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29 de agosto de 2024

ATRIZ

Lá está ela
Defronte ao espelho
Admirando-se maravilhada
Sorrindo mostrando os dentes
Repassa mentalmente as cenas
Arruma os longos cabelos cacheados

Mulher do palco ou da tela?
O seu corpo coberto por um vestido vermelho
As falas estão bem decorada
Reza para não haver acidentes
Sente emoções grandes e pequenas
Evita fazer atos improvisados

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir da ideia que tive para uma atriz, é o modo que encontrei em homenagear o teatro que é outra arte que eu acho interessante e gosto muito de assistir.

23 de maio de 2024

POESIA CÊNICA (PERSONAGEM FEMININO)

Oh! Bom rapaz que corteja-me amorosamente
Diz-me que é muito valente
Porém só me traz versos de poesia
Nenhuma prova da sua valentia
Ele é tão educado e carinhoso
Que não mostra o quão ele é perigoso

Guardo em meu travesseiro seus versos
Para que assim tenha com você sonhos perversos
Sinto um arrepio a cada imaginação
Acordo sempre com aquela sensação
Oh! Bom rapaz que corteja-me progressivamente
Diz-me que me deseja severamente

Entre a espada e o bastão de carvão
Palavras e sangue é o que saem do seu coração
Oh! Bom rapaz que corteja-me sinceramente
Diz-me que tem no peito uma dor latente
Um golpe brutal ceifou a vida
Enquanto esta última estrofe foi lida

Arthur Claro


Essa poesia é a continuação da POESIA CÊNICA e complemento da POESIA CÊNICA (PERSONAGEM MASCULINO) completando a trilogia desta ideia genial de fazer poesia aonde pode ser encenada em uma peça de teatro.

9 de maio de 2024

POESIA CÊNICA (PERSONAGEM MASCULINO)

As montanhas que daqui vejo
Tem as curvas semelhantes que de ti desejo
Me perdoe este atrevimento
É que me deixei guiar por um pensamento
Porém saiba que o seu sorriso é belo
E também quero que você venha para o meu castelo

Venha reinar comigo este faz-de-conta
Cavalgue pelos campos de ponta-a-ponta
Banha-se nua no riacho tranquilamente
Deixe a brisa tocar seu corpo suavemente
Sinta o perfume das flores primaveris
Ouça os gorjeios dos pássaros juvenis

Este mundo encantado pode ser fictício
Mas o meu coração dispara feito fogo de artifício
Você me deixou enfeitiçado
Com o olhar paralisado
Me apaixonei por você tão rápido
Este amor me deixa lânguido

Arthur Claro


Essa poesia é a continuação da POESIA CÊNICA, em breve lhes apresento a outra poesia que falta para completar a trilogia desta ideia genial de fazer poesia aonde pode ser encenada em uma peça de teatro.

28 de março de 2024

HOMENAGEM PARA ARIANO SUASSUNA

Hoje venho compartilhar uma poesia de Ariano Suassuna, ele foi o autor da peça Auto da Compadecida que anos depois virou uma série e depois um filme, eu (Arthur Claro) adoro tanto o filme que é um dos filmes que assisti diversas vezes e não me canso e assisto ele mesmo que tiver começado em alguma reprise, um dos motivos de eu querer compartilhar uma poesia do Ariano Suassuna é que ele também partiu no ano de 2014, então como na época não fiz nenhum post em homenagem a ele, quero homenageá-lo agora juntamente com a comemoração dos 10 anos do meu blog.

A mulher e o reino

Ó! Romã do pomar, relva esmeralda
olhos de ouro e azul, minha Alazã!
Ária em forma de Sol, fruto de prata
meu chão, meu anel, Céu da manhã!

Ó meu sono, meu sangue, dom, coragem,
Água das pedras, rosa e belvedere!
Meu candeeiro aceso da Miragem,
Meu mito e meu poder - minha Mulher!

Diz-se que tudo passa e o Tempo duro
tudo esfarela: o Sangue há de morrer!
Mas quando a luz me diz que esse Ouro puro

se acaba por finar e corromper,
Meu sangue ferve contra a vão Razão
E pulsa seu amor na escuridão!

Espero que as obras de Ariano Suassuna continue se espalhando e fazendo mais pessoas quererem conhecer ele, eu mesmo não conheço, porém pretendo conhecer e quem sabe eu venha compartilhar com vocês mais coisas dele.

4 de janeiro de 2024

POESIA CÊNICA

Uma noite qualquer
Campo verdejante
Um casebre de madeira
Uma anciã solitária
Linhas coloridas e agulhas de tricô
Sons dos animais notívagos

Um pouco distante um palacete de pedras
Moradia de um monarca soberbo
E da jovem princesa que lhe faz companhia
Eles se fartam de muita comida
Deixando os restos para seus súditos
Que fazem todos os afazeres braçais

Um pouco mais distante tem a igreja
Aonde o Padre Beltram celebra as missas
E também escuta algumas confissões
Lá também é aonde a plebe encontra a nobreza
Aonde a Santíssima Trindade abençoa à todos
Sem distinção de classe social

Ao lado da paróquia tem uma taverna
Que é propriedade da jovem viúva Scarlet
Ela tem cinco filhos
Allan o primogênito
Elon e Irvin são gêmeos
Otto nasceu prematuro e Uerlysson é brasileiro

Arthur Claro


Essa poesia foi criada quando eu tive a ideia genial (só que não) de fazer uma poesia aonde pode ser encenada em uma peça de teatro, mais pra frente lhes apresento mais duas poesias que compõe esta trilogia de poesias cênicas e aí depois vocês me dizem se a ideia é boa ou não e se devo continuar.

22 de dezembro de 2022

SEM APLAUSOS NO FINAL DO ESPETÁCULO

A atriz da minha peça
Despida da personagem
Improvisa uma cena de monólogo
Sentada na ponta do palco
Olhando para a plateia vazia
Seus lábios rubros dizem lindas palavras

Pés descalços e roupas puídas
Cabelos soltos sobre os ombros
Olhos verdes que se perdem no horizonte vazio
Um monólogo declamado lentamente
Como és bela minha atriz
Ela já teve vários amores

Sangue pelo chão de madeira
Voz calada por uma faca afiada
Coração desacelerando a cada segundo
Olhar sorumbático e perdido para o céu
Sem pensamentos lógicos em seu cérebro
Um sonho finalizado precocemente

Não é uma tragédia shakespeariana
Nem tão pouco uma comédia dantesca
É a vida real extinguindo
Ceifando a minha amada e querida atriz
Caindo solitária entre o palco e a plateia
Sem aplausos no final do espetáculo

Arthur Claro


Essa poesia foi criada com a subjetividade de como a atriz morreu, não sei se foi um assassinato ou se foi um suicídio, mas que infelizmente ela morreu entre o palco e a plateia.