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14 de abril de 2022

SOCORRO / SILÊNCIO

Velas sobre a mesa do jantar
Cálices de vinho tinto
Pratos de porcelana chinesa
Talheres enfileirados na ordem
A sala na penumbra
SILÊNCIO!

Mas aonde estou?
Por que estou aqui?
O que eu faço aqui?
Meus pensamentos difusos
Estou surtando
SOCORRO!

De repente um cheiro
Um delicioso cheiro
Advindo da cozinha
O cheiro me atiça a fome
Estou faminto
SILÊNCIO!

Medo do desconhecido
Vontade de chorar
Incapacidade de raciocínio lógico
Corpo imobilizado
Boca seca
SOCORRO!

Olhos meus estão curiosos
Tento me situar em vão
Minhas mãos e pés estão imobilizados
Tensão de disparar o meu coração
Suor frio na minha espinha
SILÊNCIO!

Terror psicológico
Sugestões para me enlouquecer
Não consigo saber aonde estou
Estou sem um porto seguro
Sangue misturado com urina
SOCORRO!

SILÊNCIO!
Tenho medo (SOCORRO!)
SILÊNCIO!
Não quero morrer (SOCORRO!)
SILÊNCIO!
Me deixe ir embora (SOCORRO!)

Arthur Claro


Essa poesia foi criada utilizando as contradições das palavras SILÊNCIO e SOCORRO provocam em nós em momentos de desespero. Mas esta poesia é somente mais uma obra ficcional da minha mente para ser esvaziada. Ao ler a palavra SILÊNCIO peço que imagine alguém falando baixinho e calmo, ao ler a palavra SOCORRO peço que imagine alguém gritando bem alto.

21 de novembro de 2019

NÃO DIGA BOBAGENS


Você pensa que me engana
As suas palavras não me convencem
Eu aprendi a descobrir as suas mentiras
Aprendi a perceber quando você mente
Seu discurso é inútil
Não diga bobagens

Não acredito em palavras mendazes
Parva eloquência dita por você
Seja por querer ou não
Eu não irei acreditar
Seu hipócrita de merda
Não diga bobagens

Você não vai me convencer
Pare com este discurso pífio
Não adianta dizer que é verdade
Eu sei que não vou acreditar
Cale-se e me respeita
Não diga bobagens

Arthur Claro

Essa poesia foi criada para protestar contra alguns políticos que utilizam de discursos mendazes para conseguir votos e se elegerem, também serve para algumas pessoas que utilizam das mentiras para enganar outras pessoas. A imagem foi retirada do Google.

11 de julho de 2019

quimera

Um corpo cai no chão
Olhos cerrados
Uma poça de sangue circunda a cabeça
Sem gritos
Desespero de ninguém
Sem lágrimas

Três horas da manhã
Segunda-feira
Quatro de junho
Ninguém escuta
Silêncio
Boa noite pessoas

Acabou
Findou
Encerrou
Terminou
O sorriso não existe
Sonho de felicidade é falsidade

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir durante uma madrugada que esta insone, esta poesia é a única que batizei com o título em minúsculo, pois quis diferenciar e dizer que a quimera do título significa um sonho fantasioso. Hoje também não irei colocar imagem para ilustrar esta poesia.