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21 de junho de 2026

21/06/2026 - O DIA EM QUE EU (ARTHUR CLARO) TOMEI CAFÉ COM O MACHADO DE ASSIS

Hoje é o 187º aniversário do escritor Joaquim Maria Machado de Assis, então para homenagear ele, resolvi criar um conto do dia em que eu (Arthur Claro) tomei café com ele no salão da Academia Brasileira de Letras, não preciso dizer que é uma ficção, mas antes que me culpem por fazer fake news quero dizer também que a imagem que utilizo foi gerada em Inteligência Artificial no Gemini.


Era uma manhã quente no Rio de Janeiro, Arthur Claro vestiu o fardão tradicional dos Imortais da Academia Brasileira de Letras, já tinha feito a barba e cortado os cabelos no barbeiro que tinha perto do hotel que estava hospedado, antes que os afoitos e mexeriqueiros deduzam, ele não estava hospedado no Copacabana Palace, muito menos algum cheio de pompas, pois Arthur não tinha a elegância necessária para ser parte da elite brasileira, depois de já vestido com o fardão, pegou seu celular procurou por um Uber para leva-lo até a Academia Brasileira de Letras, ele estava nervoso, como sempre fica quando tem que participar entrevistas de emprego, mas dessa vez ele não estava pleiteando a nenhuma vaga, ele iria assumir a cadeira número 2 da Academia Brasileira de Letras que tem como patrono o poeta Álvares de Azevedo.

Depois de alguns minutos chegou o Uber na porta do hotel que Arthur estava hospedado, ele entrou solitário, por mais que queria ter a companhia de diversas pessoas, mas ele libriano nato, não conseguiu escolher ninguém para dividir a viagem até a Academia Brasileira de Letras, mas com certeza todos os seus queridos amigos, familiares e até conhecidos por ele em algum momento da vida estariam lá para prestigiar a honraria.

A viagem até o Palácio Petit Trianon foi curta, não demorou nem 15 minutos, o Arthur desceu do carro, avistou todos os que de certa forma o incentivarão a escrever, porém não tinha nenhuma imprensa cobrindo o evento da imortalidade dele.

Lá dentro Arthur fez um discurso como outrora nunca tinha feito, agradeceu à todos os envolvidos diretamente e indiretamente para ele estar ali, após o discurso ele foi caminhar pelo Palácio, foi então que em um salão estava sentado Machado de Assis, Arthur congelou, sentiu seus músculos tensionarem, ele não acreditava no que seus olhos viam, mas respirou fundo e atreveu-se a se aproximar do "Bruxo do Cosme Velho", caminhou lentamente pensando no que falaria, quando estava cara à cara, disse um tímido "oi", o velho escritor olhou para o não tão jovem escritor, sorriu dizendo um "oi" mais contido.

Depois de ambos dizerem "oi" a conversa começou, papo vem e papo vai, logo chega um garçom segurando uma bandeja com um  bule de prata, dois recipientes de prata, sendo um de açúcar e outro de adoçante em pó, um prato com bolachas (biscoitos para os cariocas), dois pires de porcelana acompanhados de duas xícaras também de porcelana, duas pequenas colheres, Arthur e Machado não interromperam a conversa, mas agradeceram a vinda do garçom, se serviram de café e continuaram o papo literário.

Algum tempo depois, Arthur resolveu se levantar para ir até o banheiro, no caminho ele estava sorrindo como se tivesse realmente tido um papo com o mestre Machado de Assis e também por estar vestido com o tradicional fardão da Academia Brasileira de Letras, pois tudo que foi aqui contado não passava de um sonho.

19 de janeiro de 2026

19/01/2026 - ACEITA UMA XÍCARA DE CAFÉ?



Eu (Arthur Claro) gosto de café, mas não ao ponto de tomar esse tanto de café de uma só vez, mas no quesito adoçar com açúcar é um no mínimo 5 colheres de café, gosto bem doce, mas eu tento reduzir, mas não consigo. Me digam nos comentários o tanto de café e o tanto de açúcar ou adoçante que vocês tomam. 

7 de maio de 2025

SÃO DROGO


Se você se considera uma pessoa que não foi abençoada com a beleza, fique tranquilo! Hoje eu (Arthur Claro) venho compartilhar com você uma história inspiradora e curiosa: a breve trajetória de São Drogo de Sebourg.

Nascido por volta do ano de 1105, em Epinoy (na atual França), Drogo enfrentou um início de vida difícil: após a morte precoce de sua mãe, foi criado sob os cuidados de um tio até completar 18 anos. Movido por uma profunda angústia e um desejo ardente de encontrar um sentido divino para sua vida, ele renunciou à herança que receberia e partiu em peregrinação por toda a Europa — com destaque para os lugares sagrados de Roma.

Decidido a dedicar sua vida à fé, viveu como eremita, isolando-se do convívio social, entregando-se à oração e ao trabalho manual. Mas atenção: seu isolamento não foi por rejeição social, e sim pela busca de uma conexão mais íntima com Deus. Um dos milagres atribuídos a São Drogo é a bilocação — ou seja, acredita-se que ele tinha o dom de estar em dois lugares ao mesmo tempo! Isso contribuiu para que muitos pastores o vissem como um verdadeiro protetor espiritual, sendo venerado enquanto cuidavam de seus rebanhos e oravam.

Além disso, São Drogo ficou conhecido como padroeiro dos produtores e consumidores de café, graças à sua associação com o trabalho árduo no campo. Mas não para por aí: ele também é lembrado como o santo protetor daqueles que não foram agraciados com a beleza física. Isso se deve ao fato de ter sofrido uma severa deformação causada por uma hérnia ou doença de pele, o que o levou a viver isolado por 40 anos em uma pequena cela anexa à igreja de Sebourg.

Sua devoção continua viva em algumas regiões da Bélgica e da França. Sua festa é celebrada em 16 de abril, com missas e orações especiais. Os fiéis se reúnem para pedir sua intercessão, e em algumas tradições, percorrem as ruas com imagens ou relíquias de São Drogo, simbolizando fé, superação e a busca por bênçãos.

Portanto, se você ama café ou sente que não foi abençoado pela beleza, não se preocupe: São Drogo é o seu santo protetor! Reze com fé e se inspire nessa história de fé, resiliência e propósito. Abaixo deixo a oração dele.

Tu: assim que chegou à vida dobrada, e fino como um medalhão de saltério (os que amam, dizem, em abril, manto azul, posando e posicionado em um gramado de rosas), sem mãe. Ela morreu ao dar à luz tu.

No oeste, o canal se ergueu, mexilhão-índigo: o que é ter que perder? Perdoou os teus pertences, tu, peregrino pecador, caminhou para Roma em penitência. Novamente. Novamente.

Nós somos pecadores, todos. E ainda quem deu algum obrigado ou ajuda – uma xícara de calor, um inglenook, assento? Quando a doença empolou teu rosto para flancos de lebres esfoladas, e ninguém suportaria olhar para ti.

Tu te trancaste em uma cela de eremita. Portanto, o menor conforto serve para preservar nossas almas.

2 de maio de 2025

A GAROTA DA JANELA

ANTES DE COMEÇAR A LER... O COMPILADO FOR SEPARADO POR RETICÊNCIAS (...) PARA DIFERENCIAR O DIA QUE POSTEI. ESPERO QUE GOSTEM.

Luísa começava seu dia com um café forte e a vista da janela de seu apartamento no sexto andar, observava a rua movimentada enquanto despertava. Foi então que ela a viu pela primeira vez, uma garota na janela do prédio vizinho, o cabelo escuro e ondulado, os olhos misteriosos que pareciam refletir toda a melancolia, ela parecia estar esperando por algo, ou alguém.

Luísa suspirou profundamente como se tivesse apaixonada, paixão à primeira vista, quem nunca? Ela terminou seu café, repousou a xícara na pia e foi se arrumar para ir trabalhar, enquanto se vestia, Luísa não conseguia tirar da cabeça a imagem da garota, se enchia de perguntas: quem seria ela? O que a fazia parecer tão triste? Vestiu uma blusa simples e calça jeans, prendeu o cabelo num rabo de cavalo e pegou sua bolsa.

Ao sair do apartamento, passou pela portaria, cumprimentando o zelador com um aceno. Na rua, o dia estava claro e o sol começava a esquentar a calçada. Luísa caminhou até o ponto de ônibus, ainda imersa em pensamentos. O ônibus chegou e ela entrou, sentando-se junto à janela. Olhou para fora, observando a cidade passar, e sua mente vagava.

Chegando ao trabalho, Luísa tentava se concentrar nas tarefas, em um momento de distração, derrubou uma pilha de papéis e recebeu um olhar de repreensão do chefe, ela se desculpou e voltou a focar no que tinha que fazer, mas algo dentro dela ansiava por descobrir mais sobre a garota da janela.

Ao final do expediente, o caminho de volta para casa parecia mais longo, cada passo parecia ritmado pela expectativa de chegar em casa. Subiu as escadas do prédio, entrou em seu apartamento e correu até a janela. O céu já começava a escurecer, tingido de tons de laranja e rosa pelo pôr do sol.

Preparou um jantar e sentou-se à mesa, ainda de olho na janela. O silêncio do apartamento parecia mais pesado naquela noite, quebrado apenas pelo ruído distante da cidade, e então, enquanto lavava a louça, ouviu um som, olhou para fora e viu, no prédio ao lado, uma luz se acendendo na janela, a garota estava lá novamente, sentada, olhando para o horizonte com a mesma expressão melancólica.

...

Na manhã seguinte, Luísa acordou ao som do despertador, que a despertava. Sentou-se na cama e espreguiçou-se, sentindo o corpo ainda cansado da noite anterior. Levantou-se e foi até a cozinha preparar seu café forte habitual.

Como de costume, caminhou até a janela com sua xícara de café em mãos. A rua lá embaixo já estava movimentada, pessoas indo e vindo, começando mais um dia. Olhou para o prédio vizinho, mas a janela da garota estava fechada, as cortinas puxadas. Luísa sentiu uma leve pontada de decepção.

Terminou seu café, deixou a xícara na pia e foi se arrumar para o trabalho. No banheiro, lavou o rosto e prendeu o cabelo em um rabo de cavalo. Vestiu uma blusa simples e jeans, pegou sua bolsa e saiu do apartamento.

Na portaria, cumprimentou o zelador com um sorriso e um aceno. A manhã estava clara, o sol brilhava no céu sem nuvens. Caminhou até o ponto de ônibus, observando as cenas cotidianas: crianças indo para a escola, pessoas apressadas a caminho do trabalho, o vendedor de jornais na esquina.

No ônibus, sentou-se junto à janela novamente. O trajeto para o trabalho parecia mais rápido hoje, ou talvez fosse sua mente que estava mais focada. No escritório, mergulhou no trabalho, tentando evitar distrações. Sua eficiência foi notada pelo chefe, que lhe deu um sorriso de aprovação, aliviando um pouco a tensão da reprimenda do dia anterior.

Durante o almoço, sentou-se com alguns colegas na lanchonete. A conversa era leve, sobre assuntos do dia a dia, e Luísa aproveitou o momento para relaxar. Terminou a tarde de trabalho com um sentimento de dever cumprido.

Ao final do expediente, pegou o ônibus de volta para casa. O trajeto parecia mais rápido, como se a expectativa tivesse se dissipado. Subiu as escadas do prédio, entrou em seu apartamento e foi direto para a janela. As cortinas na janela ainda estavam fechadas.

Preparou o jantar, sentou-se à mesa e comeu em silêncio. A noite caiu lentamente, trazendo consigo a serenidade do entardecer. Enquanto lavava a louça, não havia sinal da garota.

A noite avançou tranquilamente, e Luísa sentiu o cansaço do dia tomando conta de seu corpo.

...

Na manhã seguinte, Luísa acordou com uma dor aguda no abdômen. Seu despertador ainda não tinha tocado, mas a cólica a tirou do sono profundo. Sentou-se na cama, tentando aliviar o desconforto, o relógio marcava 5:30.

Arrastou-se até o banheiro e tomou um analgésico, na esperança de que a dor diminuísse. Voltou para a cama, mas não conseguia dormir. Então, levantou-se e foi até a cozinha preparar seu café forte, uma tentativa de trazer alguma normalidade àquela manhã.

Com a xícara de café nas mãos, caminhou até a janela. A rua lá embaixo estava começando a se agitar, as primeiras pessoas saindo para iniciar o dia. Olhou para o prédio vizinho, e desta vez, notou algo diferente: a janela da garota misteriosa estava aberta e, no parapeito, havia um pequeno vaso de flores. Luísa sorriu pela surpresa.

Terminou seu café, deixou a xícara na pia e foi se arrumar um pouco. Mesmo decidida a faltar ao trabalho, queria estar apresentável. No banheiro, lavou o rosto e prendeu o cabelo em um coque frouxo. Vestiu um moletom confortável e calças de algodão.

Depois, voltou à janela e observou melhor o vaso. Era um vaso simples, de cerâmica marrom, com flores amarelas brilhantes. Algo no arranjo lhe parecia cuidadosamente preparado, como se fosse um sinal. Ligou para o chefe anunciando que iria faltar, pois não estava se sentindo bem.

Resolveu aproveitar o dia de folga para relaxar. Pegou um livro da estante e se acomodou no sofá e passou a manhã lendo.

Ao meio-dia, sentiu fome e foi preparar um almoço. Enquanto cozinhava, ouviu um som vindo do prédio vizinho. Foi até a janela e viu a garota abrindo as cortinas e se inclinando para ajustar o vaso. Suas mãos delicadas cuidavam das flores com atenção.

Depois do almoço, decidiu que precisava sair e se distrair um pouco. Vestiu um casaco leve e saiu para uma caminhada pelo bairro. Quando voltou, viu que a janela ainda estava aberta.

A tarde passou devagar, a dor não era tão forte quanto pela manhã. Quando o sol começou a se pôr, a noite caiu, e a janela estava fechada, mas desta vez as cortinas abertas deixando à vista o vaso.

...

Na manhã seguinte, Luísa acordou ao som da chuva batendo na janela, a dor no abdômen havia diminuído, mas ainda sentia um leve desconforto. Olhou para o relógio: 7:00, decidiu que estava bem o suficiente para ir ao trabalho.

Levantou-se e foi até a cozinha preparar seu café, enquanto esperava a água ferver, olhou pela janela, a rua estava molhada, os pedestres apressados sob guarda-chuvas coloridos.

Com a xícara de café nas mãos, foi até a janela novamente, notou que a janela da garota misteriosa ainda estava aberta, mesmo com a chuva. O vaso de flores amarelas permanecia no parapeito, mas agora havia pequenas gotas de água brilhando nas pétalas, refletindo a luz cinzenta do dia nublado.

Terminou seu café e foi ao banheiro. Lavou o rosto e prendeu o cabelo em um coque frouxo. Colocou uma blusa de lã leve e jeans confortáveis, sentindo-se pronta para o dia.

De volta à sala, pegou sua bolsa e o guarda-chuva, estava pronta para enfrentar a chuva, desceu as escadas do prédio e abriu o guarda-chuva assim que saiu para a rua, caminhou rapidamente até o ponto de ônibus

No escritório, a rotina seguiu seu curso habitual, mas de vez em quando sua mente vagava de volta para a janela da garota misteriosa.

A tarde passou rapidamente, quando finalmente saiu do escritório, a chuva havia diminuído para uma garoa leve, abriu o guarda-chuva e caminhou de volta para o ponto de ônibus, apreciando o ar fresco e úmido.

Chegando em casa, foi direto para a janela, a janela da garota estava fechada, mas as cortinas permaneciam abertas, permitindo que o vaso de flores amarelas fosse visto claramente.

Luísa se sentou no sofá com um suspiro de alívio, pegou o livro que tinha começado a ler e se acomodou para uma noite tranquila. O som da chuva, agora suave, era uma trilha sonora perfeita para o fim de um dia.

...

No sábado de manhã, Luísa acordou ao som dos pássaros cantando. O sol entrava pelas frestas das cortinas, e ela se sentia revigorada, sem mais dor no abdômen. Olhou para o relógio: 8:30. Ao olhar pela janela, notou que a janela da garota misteriosa estava fechada, mas as cortinas abertas revelavam o vaso de flores amarelas banhado pela luz dourada do sol.

Decidiu vestir-se de forma leve para aproveitar o dia bonito, escolhendo uma saia e uma blusa de alças. Saiu de casa com a ideia de ir ao café local. Ao descer as escadas, notou um gato preto cruzando seu caminho.

Chegando ao café, escolheu uma mesa na varanda para observar o movimento da rua. O gato preto apareceu novamente, sentando-se aos seus pés.

— Parece que você ganhou um admirador — disse o atendente.

Luísa riu e acariciou o gato. Depois do café, decidiu passear pelo parque, encontrando um banco perto de um lago. O gato aninhou-se ao lado dela. Observava as crianças brincando, casais passeando e famílias fazendo piqueniques. De repente, notou um grupo de artistas de rua se preparando para uma apresentação e caminhou até eles, curiosa.

Mais tarde, enquanto caminhava de volta para casa, passou por uma feira de artesanato. Ao chegar, o gato preto a seguiu até o prédio, parecendo pedir permissão para entrar.

— Você pode ficar por aqui se quiser — disse Luísa, abrindo a porta.

O gato entrou, e Luísa sorriu, feliz por ter companhia. Subiu para seu apartamento, abriu a janela e deixou o ar fresco entrar. O vaso de flores amarelas ainda estava lá, brilhando sob a luz do sol.

Luísa se acomodou no sofá, o gato ao seu lado. Sentiu-se grata por aquele dia ensolarado. Quando o sol começou a se pôr, tingindo o céu com tons de laranja e rosa, decidiu preparar algo para o jantar. Levantou-se, deixando o gato cochilando, e foi para a cozinha. Preparou uma salada fresca e massa leve.

Com o jantar pronto, Luísa serviu-se e ofereceu pedaços de frango ao gato, perto das 23:00, preparou-se para dormir. Desligou as luzes, deixando apenas a luz da lua iluminando o quarto. Deitou-se, o gato acomodando-se aos seus pés, e deixou o sono envolvê-la.

...

Na manhã de domingo, Luísa despertou com a luz suave do sol acariciando seu rosto, o gato ainda estava aos seus pés, enrolado em um sono profundo. Ela se espreguiçou, sentindo-se completamente relaxada, o relógio marcava 9:45, ao levantar, notou que a janela da garota misteriosa, desta vez tinha as cortinas balançando ao vento, mas não havia sinal da garota.

Luísa vestia uma bela camisola de seda azul-clara, depois de alguns minutos apreciando a vista, ela decidiu trocar de roupa para aproveitar o dia, escolheu uma camiseta confortável e uma calça legging preta, justa que se ajustava perfeitamente às suas pernas.

Preparou um café e comeu uma torrada com manteiga, o gato acordou com o cheiro do café, aproximando-se dela em busca de atenção, depois do café da manhã, Luísa decidiu sair para caminhar, antes de sair de casa, Luísa notou que a garota estava na janela, ela tinha um ar de melancolia. Surpresa por ver novamente a garota, Luísa hesitou por um momento, mas decidiu continuar seu caminho, o dia estava fresco, e uma leve brisa acariciava seu rosto, as ruas silenciosas, o gato a seguiu de perto.

Chegaram ao parque, onde Luísa escolheu um banco à sombra de uma grande árvore, o gato se aninhou ao seu lado, e ela passou a observar o ambiente ao seu redor. Viu como o sol criava padrões dançantes no chão através das folhas.

Quando a manhã estava quase no fim, Luísa e o gato retornaram para casa, ainda imersos na serenidade do dia, de volta ao apartamento, Luísa abriu todas as janelas, deixando o ar fresco circular livremente. Observou novamente a janela da garota misteriosa, agora totalmente aberta. Viu o vaso de flores amarelas, mas não havia sinal de movimento dentro do apartamento.

À medida que a tarde se transformava em noite, Luísa foi até a cozinha preparar uma sopa leve, perfeita para encerrar o dia, ao terminar seu jantar, deu um pouco de frango ao gato, que comeu satisfeito. Luísa então preparou-se para dormir, sentindo a satisfação de um dia calmo e revigorante. Deitou-se na cama, com o gato aninhado aos seus pés, o sono logo a envolveu, enquanto a lua iluminava o seu quarto.

...

Na manhã seguinte, Luísa foi despertada pelo som do gato miando ao pé da cama, o sol começava a iluminar o quarto, e ela abriu os olhos, o gato estava impaciente por sua atenção, pulou na cama, esfregando-se contra ela.

Ela se espreguiçou, afastando as cobertas, olhou para o relógio e viu que eram 7:00, ao se levantar, notou que a janela da garota misteriosa estava novamente com as cortinas balançando ao vento, mas não havia sinal dela.

Foi até a cozinha, onde preparou um café e algumas torradas, o gato a seguiu, sempre atento, após o café, vestiu uma blusa simples e calça jeans, deixou os cabelos soltos e pegou sua bolsa.

Antes de sair, olhou novamente para a janela da garota, dessa vez, a cortina estava fechada, mas havia algo que deixava Luísa intrigada e mesmo assim saiu para ir trabalhar.

O dia de trabalho foi longo, repleto de tarefas e ao final do expediente, pegou o ônibus de volta para casa, ao retornar para casa, Luísa desceu do ônibus sentindo-se exausta, quando ela entrou em seu apartamento, o gato correu para recebê-la, esfregando-se em suas pernas, ela fechou a porta atrás de si, foi até a janela e olhou para a janela da garota misteriosa, na esperança de ver algum movimento, mas nada. As cortinas permaneciam fechadas, ocultando o que estava acontecendo.

Luísa resolveu tomar um banho quente para relaxar, a água escorria pelo seu corpo, levando embora o cansaço do dia, após o banho, vestiu um pijama e sentou no sofá com o gato ao seu lado.

De repente, ouviu um barulho vindo do lado de fora, o gato parecia ter notado, pois levantou as orelhas e olhou para a porta. Luísa levantou-se, caminhou até a janela e espiou pela fresta das cortinas. Para sua surpresa, a janela da garota estava aberta e, à luz da lua, uma figura se movia dentro do quarto.

Ela estreitou os olhos, mas a figura desapareceu tão rápido quanto apareceu, o coração de Luísa começou a bater mais rápido. Não podia ignorar essa sensação, logo novamente uma silhueta de uma figura feminina podia ser vista na parede, esta imagem segurava uma faca, Luísa sentiu um arrepio percorrer a sua espinha.

...

Na manhã seguinte, Luísa foi novamente despertada pelo som do gato miando ao pé da cama. O sol começava a iluminar o quarto, ela abriu os olhos lentamente, ainda se lembrando dos eventos da noite anterior, o gato estava impaciente, pulou na cama e esfregou-se contra ela, exigindo atenção.

Espreguiçando-se, Luísa afastou as cobertas e olhou para o relógio, eram 7:00, sentiu uma curiosidade ao se levantar, recordando a noite anterior, caminhou até a cozinha, onde preparou um café e torradas, enquanto o gato a seguia.

Após o café, foi até o espelho do quarto e parou para se admirar, o reflexo mostrava uma mulher de expressão séria, mas com um brilho nos olhos, a luz da manhã realçava sua pele macia, e ela correu os dedos pelo cabelo, sentindo cada fio escorregar entre eles.

Aproximou-se mais do espelho, abrindo o roupão branco que vestia ao sair da cama, o tecido suave contra sua pele destacava suas curvas, e ela notou como o contraste do roupão realçava seu tom de pele, observou cada detalhe de seu corpo, sentindo uma onda de excitação crescer dentro de si.

Por um momento, considerou ceder àquela sensação e se deixar levar pelo desejo que sentia, mas sabia que não podia perder a hora do trabalho, respirou fundo, fechou o roupão e afastou-se do espelho, determinada a manter o foco.

Antes de sair para o trabalho, olhou pela janela mais uma vez. As cortinas da garota misteriosa estavam fechadas, sem sinal de movimento, se vestiu, pegou sua bolsa e saiu, determinada a enfrentar mais um dia.

O dia de trabalho foi longo e exaustivo, mas Luísa manteve-se focada. Ao final do expediente, pegou o ônibus de volta para casa, sentindo-se cansada, mas também determinada. Quando entrou em seu apartamento, o gato correu para recebê-la, esfregando-se em suas pernas, Luísa fechou a porta atrás de si e, como de costume, foi até a janela, espiou pela fresta das cortinas, esperando ver algum movimento, mais uma vez, as cortinas da garota permaneciam fechadas. Um mistério que continuava a intrigá-la. Decidiu tomar um banho quente para relaxar.

...

Luísa sentiu o toque quente da água do chuveiro deslizar sobre sua pele, cada gota trazendo uma sensação de relaxamento e prazer. O vapor enchia o banheiro, criando uma atmosfera íntima e envolvente, era um desses raros momentos de solidão em que ela podia se perder em seus próprios pensamentos e sensações.

Ela passava as mãos pelo corpo, sentindo a maciez de sua pele sob a água, seus dedos deslizavam pelo colo, pelos seios e pela barriga, apreciando cada curva e contorno. Luísa sempre foi segura de sua sensualidade, mas naquele momento, sozinha e rodeada apenas pelo som da água caindo, ela se sentia especialmente desejada.

A água escorria por seus cabelos molhados, que caiam em cascata pelas costas, e ela fechava os olhos, imaginando mãos que não eram as suas tocando-a com a mesma delicadeza, uma leve onda de excitação percorreu seu corpo enquanto ela se deixava levar pela fantasia.

Luísa sorriu para si mesma, gostando da sua fantasia, e deixou um pequeno suspiro escapar de seus lábios, ela se virou lentamente, deixando a água bater em suas costas, enquanto suas mãos continuavam a explorar seu corpo. Havia uma magia naquele momento, um misto de vulnerabilidade e poder que a fazia se sentir mais viva do que nunca.

Imaginava as mãos secretas seguindo o caminho da água, tocando-a com a mesma reverência, seu corpo reagia a cada pensamento, e ela permitia-se entregar completamente àquela sensação, na privacidade de seu chuveiro, Luísa encontrou um momento de pura conexão consigo mesma, um encontro íntimo entre o real e o imaginário.

Quando finalmente desligou o chuveiro, Luísa se sentiu revigorada e plena. Envolveu-se em um roupão macio, mas a sensação da água quente e a fantasia que ela criou ainda permaneciam em sua pele, como um segredo guardado apenas para si, ela saiu do banheiro com um sorriso no rosto, se vestiu com uma bela camisola rosa de cetim e deitou na cama.

...

Deitada na cama, a camisola de cetim rosa envolvendo seu corpo como uma carícia suave, Luísa fechou os olhos e deixou sua mente divagar. Sentia-se leve e relaxada, ainda tomada pelo efeito da fantasia que tinha vivido no chuveiro. Lentamente, ela começou a cair no sono, deixando-se levar por um sonho que prometia ser tão prazeroso quanto o momento anterior.

No sonho, Luísa estava em uma floricultura, o sol brilhando suavemente sobre sua pele. Ela vestia um cropped tie dye e um shortinho preto, a fragrância das flores preenchia o ar, trazendo uma sensação de calma e alegria.

De repente, ela avistou uma figura ao longe, alguém que parecia familiar e ao mesmo tempo misterioso. Conforme se aproximava, percebeu que era a garota misteriosa, seus olhos se encontraram e, sem trocar uma palavra, ela estendeu a mão para Luísa que sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando tocou a mão dela, como se uma corrente de energia passasse entre elas.

Eles caminharam juntos pela cidade, e a cada passo Luísa sentia-se mais conectada a ela, pararam em um canto, onde a garota misteriosa gentilmente puxou Luísa para si, seus corpos quase se tocando, elas se olharam nos olhos, e sem dizer nada, a garota misteriosa começou a beijar o pescoço de Luísa com uma delicadeza que fez corpo inteiro dela reagir, cada beijo era como uma pequena explosão de prazer.

De volta à realidade, ainda adormecida, Luísa sentiu um calor familiar se acumulando entre suas pernas, o sonho estava tão vívido que seu corpo reagia como se fosse real, seu coração batia mais rápido, e ela se mexia levemente na cama, sentindo a umidade se formar em sua calcinha.

Deitada na cama, Luísa deixou escapar um pequeno gemido de prazer, a sensação de excitação a envolvia por completo, e ela se entregava a isso, saboreando cada momento.

...

Nos dias seguintes, a rotina de Luísa seguiu seu curso habitual, ela acordava, preparava seu café e torradas, e, após uma breve parada em frente ao espelho, saía para o trabalho. A figura misteriosa na janela da garota continuava a ocupar seus pensamentos, alimentando sua curiosidade.

Numa manhã, ao abrir os olhos com a luz suave do sol iluminando o quarto, Luísa sentiu uma energia diferente no ar. Depois de seu café habitual, decidiu passar mais tempo se observando no espelho. Vestida com uma camiseta tie-dye colorida e shorts jeans desfiados, ela admirou a maneira como as cores vibrantes destacavam sua pele. Seus cabelos longos e soltos caíam em ondas suaves sobre os ombros.

Luísa se aproximou mais do espelho, examinando cada detalhe de seu rosto e corpo. A luz da manhã realçava suas feições, e ela correu os dedos pelos cabelos, sentindo a maciez. Observou-se com atenção, percebendo como o tecido leve da camiseta acariciava sua pele e como o corte do shorts acentua suas curvas.

Antes de sair para o trabalho, olhou novamente pela janela. Viu a garota misteriosa, observando a rua, a visão reforçou a determinação de Luísa em desvendar o mistério, mas por ora, ela tinha que focar no seu dia.

Durante o trabalho, a imagem da garota misteriosa continuava a surgir em sua mente, era difícil concentrar-se nas tarefas, mas Luísa esforçava-se ao máximo para manter o foco. Quando o expediente finalmente terminou, ela pegou o ônibus de volta para casa, ansiosa para ver se algo havia mudado na janela da garota.

Ao chegar em casa, Luísa foi recebida pelo gato, que se esfregava em suas pernas. Fechou a porta e caminhou até a janela, espiando pela fresta das cortinas. Para sua surpresa, as cortinas da garota estavam completamente abertas. Luísa sentiu seu coração acelerar, mas decidiu que não iria tentar interagir naquele momento.

Depois de um banho quente, vestiu novamente seu roupão branco e sentou-se no sofá com o gato ao lado, contemplando a noite silenciosa,  enquanto o gato ronronava suavemente ao seu lado.

...

Nos meses que se seguiram, Luísa continuou com sua rotina diária, porém com cada manhã começava da mesma forma: acordava com a luz suave do sol, preparava seu café e torradas.

A figura misteriosa na janela permanecia uma constante em seus pensamentos, ela se vestia com zelo, escolhendo roupas que a faziam sentir-se bem.

Durante os dias de trabalho, a imagem da garota misteriosa surgia em sua mente como um eco distante, mas Luísa conseguia manter o foco em suas tarefas. A rotina no escritório era intensa, mas ela encontrava consolo nas pequenas pausas, onde aproveitava para conversar com os colegas.

Num certo dia de outono, ao voltar para casa, Luísa notou uma mudança no ambiente. As folhas das árvores estavam começando a cair, pintando as ruas com tons de amarelo e vermelho. Sentiu uma melancolia no ar, uma sensação de que algo estava prestes a mudar. Ao chegar em casa, foi recebida pelo gato, que se esfregava carinhosamente em suas pernas.

Depois de um banho, sentou-se no sofá, com o gato aconchegado ao seu lado. A noite estava tranquila, e Luísa olhou pela janela, esperando ver a garota misteriosa. Para sua surpresa, as cortinas estavam fechadas, sentiu um leve desapontamento.

As semanas seguintes trouxeram uma série de eventos, ela foi promovida no trabalho, o que significou mais responsabilidades, apesar disso, ela conseguiu se dedicar à leitura.

Em uma dessas noites, Luísa recebeu uma carta anônima em sua caixa de correio. O envelope continha uma folha de papel cuidadosamente dobrada, com uma mensagem enigmática: "Às vezes, as respostas que buscamos estão dentro de nós, e não do lado de fora."

Luísa ficou intrigada, mas decidiu não deixar a curiosidade a consumir. Guardou a carta em uma gaveta, continuou sua rotina, à medida que o inverno se aproximava, Luísa percebeu que a garota misteriosa na janela era um símbolo de autodescoberta.

Numa noite fria de inverno, Luísa sentiu uma calma profunda. Sentada no sofá com o gato ronronando ao seu lado, ela compreendeu que algumas respostas não precisam ser encontradas imediatamente.

14 de novembro de 2024

CAFÉ E AS PALAVRAS NÃO DITAS

Invejo os seus lábios
Que tocam esta xícara de café
O aroma do café se espalha
Enquanto a minha mente cria mentiras
Ouça-me antes de ir embora
Perdoa-me por te deixar triste

Quero ouvir a sua voz no meu ouvido
Sinto muito por te magoar
Vamos tomar uma xícara de café?
Enquanto isso me deixa te ver
Quero te ver sorrindo novamente
Perdoa-me por não te fazer feliz

Os seus olhos verdes não brilham mais
Eu me sinto tão só
E tão culpado por tudo
Não sinto o cheiro de café
Sobre a mesa desta manhã
Um bilhete todo azul e sem corações

Era a sua despedida
Não tinha café sobre a mesa
Não havia lágrimas marcadas no papel
Somente a sua caligrafia
Com uma palavra bem grande escrita
TCHAU

Arthur Claro


Essa poesia foi criada para explorar os temas amor perdido, arrependimento e solidão, não tem nada haver com algo que aconteceu comigo, foi só uma criatividade que veio bem na hora que eu decidi escrever essa poesia.

27 de junho de 2024

MEU ENCONTRO COM UM ESTRANHO

Acordei numa manhã fria
O meu membro ereto
Era somente vontade de urinar
Fui no banheiro me esvaziar
Olhei para todos os azulejos e até para o teto
Foi assim que deixei a minha bexiga vazia

Lavei as mãos e fui tomar café
Me servi uma xícara com colheres de açúcar generosas
Cortei um pão passando manteiga em seguida
Molhei o pão no café para depois dar uma mordida
É uma pena não ter bolo com fatias saborosas
Fim do desjejum que já é hora de colocar tênis no pé

Agora vou espalhar meus currículos em busca de trabalho
Nesta vida de gente grande não se tem atalho
Mais um dia ou menos um dia tudo depende da perspectiva
Preciso encontrar a solução definitiva
Não quero sobreviver contando as moedas
Quero sorrir novamente sem esconder os dentes

Um dia andando distraído pensei em diversas coisas
Não cheguei a lugar nenhum e a nenhuma boa ideia
Voltei para casa sem nenhuma novidade
Foi então que refletir mais um pouco
E nisso me encontrei com um estranho
E foi aí que me encontrei na frente do espelho

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir da ideia de descrever uma rotina que eu (Arthur Claro) faço, mas tem pitadas de ficção com realidade, também dizer que mesmo nós mesmos sendo "normais" também somos "estranhos" para nós mesmos.

20 de fevereiro de 2024

CANCERIANO SEM LAR (CLÍNICA TOBIAS BLUES) - RAUL SEIXAS

Essa música desde que ouvi pela primeira vez, foi paixão a primeira ouvida, achei muito filosófica e o estilo dela também me ganhou por não ser algo tão comum de eu procurar para ouvir sempre, mas gosto de ouvir.



5 de outubro de 2023

ME AME ANA

Abra a porta do meu apartamento
Me veja deitado aqui no chão
Eu estarei inerte nesta poça vermelha
Meus olhos vidrados para o nada
Meu coração não baterá mais
Não chore por mim

Abra os olhos
Não estou mais do seu lado
A cama esta fria
Mas aonde você me perdeu?
Mas o café não tem mais cheiro
Eu não quero que você chore

Sonhos acabam quando acordamos
Você se foi e eu que fiquei
Nós já estamos separados
O seu sorriso é o meu choro
Serei sozinho sem seu sentimento
Vou me cuidar para não adoecer

Arthur Claro


Essa poesia foi criada para nenhuma Ana e muito menos para alguma mulher com outro nome, escrevi conforme foi vindo na cabeça e com isso surgiu esta poesia, o nome também surgiu de repente.

24 de novembro de 2022

SURTOS DE RENIEL SANTOS

Meu rosto marcado com um chute
Meus olhos castanhos semi-abertos
A boca ensanguentada e dolorida
Estou com dor pelo corpo inteiro
Meus pensamentos estão difusos
Estou com saudades de você

Volta pra casa minha amada
Volta Joana Maria pra mim
Estou delirando por você
Estou com muitas dores
Estou com saudades dos seus carinhos
Por que faz isso comigo

Pego um pedaço de papel velho
Uma xícara de café bem quente
Tenho uma crise de tosse bem forte
Afio bem a ponta de um lápis
O céu azul me inspira profundamente
Quero escrever sobre nós dois

Reniel Santos


Essa poesia é a continuação da poesia anteriormente postada, é somente um pequeno surto do personagem que idealizei.

17 de novembro de 2022

A MINHA TRISTE POESIA


Pedaço de papel envelhecido
Marca de xícara de café
Poça de sangue da tosse
Desenho a lápis um crânio
Penso nestes versos
Indeciso no uso das palavras

Saudade da amada Joana Maria
Um breve momento de felicidade
Rascunho mais alguns versos
Tosse forte novamente
Olho perdido no horizonte
Sorrio timidamente do devaneio

Rabisco o meu nome no papel
E volto a pensar na amada
Não vejo a hora de beijá-la
Idealizo o momento romântico
Espero tocar os dreads verdes
Lembranças vívidas na memória

Soluços de tristeza
Amor dói!
Noite fria!
Tosse violenta com sangue
Onde Joana Maria está?
Será que ela me esqueceu?

Reniel Santos


Essa poesia nada mais é sobre a imagem que ilustra ela, mas eu criei ela quando estava pensando em criar uma personagem para um futuro conto, mas com o tempo deixei pra lá a ideia do conto, mas o que sobrou foi esta poesia e a próxima poesia que vai aparecer semana que vem, se foi de curiosidade e vontade de vocês posso tentar retomar a ideia do conto e quem sabe criar mais poesias com isso, mas o que realmente quero dizer que eu criei essa poesia em paralelo a imagem que criei no PicsArt, então foi um momento de criatividade absurda que tive mil ideias e fiz somente duas. O que vale deixar claro que esta poesia foi feita pelo Reniel Santos (personagem) e não por eu (Arthur Claro).

20 de outubro de 2022

TODAVIA O ORGASMO VAI SER COLETIVO

Angélica começou a abrir seus olhos verdes
A luz do Sol se fazia esplendorosa no quarto
O corpo dela está coberto pelo fino lençol
Os seus seios excitados por causa da brisa matinal
A sua vagina lisa está levemente úmida
Porém o cheiro do café recém passado a tira da cama

Lígia retira a calcinha lilás sentando na privada
Lá estava ela devaneando enquanto estava ali urinando
O Sol entra pela janela estreita do alto
Os olhos castanhos dela olhavam os desenhos dos azulejos
Leva a sua mão para o papel higiênico para limpar a vagina
Mas o cheiro do café recém passado a tira do banheiro

Carolina se revira lentamente no sofá cinza
Camisola branca levanta revelando a sua nádega direita
Os olhos azuis continuam fechados
O Sol esquenta a sala adentrando pela porta de vidro
Com a vagina esfregando no tecido da calcinha
Entretanto o cheiro do café recém passado a tira da sala

Todavia quem estava fazendo este prazeroso café?
Todavia era o feitiço dos grãos torrados com água quente
Todavia as mulheres estavam hipnotizadas pelo cheiro natural
Todavia a sedução tinha um propósito pessoal
Todavia a armadilha saiu de uma mente perversa
Todavia o orgasmo vai ser coletivo

Arthur Claro


Essa poesia foi criada para ser uma poesia erótica aonde tudo provoca o(a) leitor(ra) que aprecia um belo café a ficar com vontade de cair de boca num belo café, caso isso não ocorra, quero pedir desculpas, mas pelo menos eu quis seduzir usando palavras, será que alguém sabe quem está fazendo o café?

16 de abril de 2020

ANTIDEPRESSIVO BLUES


Noite com a Lua Cheia no céu estrelado
Uma xícara de café fresco sobre a mesa
Um cigarro repousando no cinzeiro
Folha de caderno e uma caneta azul
Solidão no aconchego do quarto
Criatividade ativada no modo 'poeta'

Um trago no cigarro
Uma reflexão na cabeça
A fumaça se esvai dos lábios
Enquanto o pensamento permanece
Um flerte com o horizonte vazio
Uma distração para a depressão

Um gole no café
Uma ideia para poesia surgindo
Escura noite de chuva torrencial
Apenas a solidão como companheira
Um momento de paz
Uma tristeza no coração

Um novo trago no cigarro
Refletindo sobre os versos
Um trovão barulhento lá fora
Agora o medo surge
Um momento vazio na escuridão
Mais um verso transcrito no papel

Infelizmente o café acabou
Resta a poesia na cabeça
E a fumaça do cigarro no ar
A criatividade se esvai no papel
Palavras formando os versos
Fim da poesia e do cigarro

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir da vontade de criar uma música em ritmo de Blues, mas como não tenho habilidade para criar melodia, escrevi esta poesia e quem sabe alguém saiba tocar blues entre em contato comigo e ai eu crio meu Blues. Eu confesso que estava triste quando criei esta poesia, agora não estou mais, já passou e estou feliz. A imagem foi retirada do Google e eu quis usar ela somente porque gostei. Que fique claro, eu não fumo, mas gosto de café.