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21 de junho de 2026

21/06/2026 - O DIA EM QUE EU (ARTHUR CLARO) TOMEI CAFÉ COM O MACHADO DE ASSIS

Hoje é o 187º aniversário do escritor Joaquim Maria Machado de Assis, então para homenagear ele, resolvi criar um conto do dia em que eu (Arthur Claro) tomei café com ele no salão da Academia Brasileira de Letras, não preciso dizer que é uma ficção, mas antes que me culpem por fazer fake news quero dizer também que a imagem que utilizo foi gerada em Inteligência Artificial no Gemini.


Era uma manhã quente no Rio de Janeiro, Arthur Claro vestiu o fardão tradicional dos Imortais da Academia Brasileira de Letras, já tinha feito a barba e cortado os cabelos no barbeiro que tinha perto do hotel que estava hospedado, antes que os afoitos e mexeriqueiros deduzam, ele não estava hospedado no Copacabana Palace, muito menos algum cheio de pompas, pois Arthur não tinha a elegância necessária para ser parte da elite brasileira, depois de já vestido com o fardão, pegou seu celular procurou por um Uber para leva-lo até a Academia Brasileira de Letras, ele estava nervoso, como sempre fica quando tem que participar entrevistas de emprego, mas dessa vez ele não estava pleiteando a nenhuma vaga, ele iria assumir a cadeira número 2 da Academia Brasileira de Letras que tem como patrono o poeta Álvares de Azevedo.

Depois de alguns minutos chegou o Uber na porta do hotel que Arthur estava hospedado, ele entrou solitário, por mais que queria ter a companhia de diversas pessoas, mas ele libriano nato, não conseguiu escolher ninguém para dividir a viagem até a Academia Brasileira de Letras, mas com certeza todos os seus queridos amigos, familiares e até conhecidos por ele em algum momento da vida estariam lá para prestigiar a honraria.

A viagem até o Palácio Petit Trianon foi curta, não demorou nem 15 minutos, o Arthur desceu do carro, avistou todos os que de certa forma o incentivarão a escrever, porém não tinha nenhuma imprensa cobrindo o evento da imortalidade dele.

Lá dentro Arthur fez um discurso como outrora nunca tinha feito, agradeceu à todos os envolvidos diretamente e indiretamente para ele estar ali, após o discurso ele foi caminhar pelo Palácio, foi então que em um salão estava sentado Machado de Assis, Arthur congelou, sentiu seus músculos tensionarem, ele não acreditava no que seus olhos viam, mas respirou fundo e atreveu-se a se aproximar do "Bruxo do Cosme Velho", caminhou lentamente pensando no que falaria, quando estava cara à cara, disse um tímido "oi", o velho escritor olhou para o não tão jovem escritor, sorriu dizendo um "oi" mais contido.

Depois de ambos dizerem "oi" a conversa começou, papo vem e papo vai, logo chega um garçom segurando uma bandeja com um  bule de prata, dois recipientes de prata, sendo um de açúcar e outro de adoçante em pó, um prato com bolachas (biscoitos para os cariocas), dois pires de porcelana acompanhados de duas xícaras também de porcelana, duas pequenas colheres, Arthur e Machado não interromperam a conversa, mas agradeceram a vinda do garçom, se serviram de café e continuaram o papo literário.

Algum tempo depois, Arthur resolveu se levantar para ir até o banheiro, no caminho ele estava sorrindo como se tivesse realmente tido um papo com o mestre Machado de Assis e também por estar vestido com o tradicional fardão da Academia Brasileira de Letras, pois tudo que foi aqui contado não passava de um sonho.

4 de julho de 2019

UM DEVANEIO TUBERCULOSO

Estava deitado na cama tentando dormir
A minha febre é de 40 graus
O meu corpo dói
Tusso tanto que até vomito sangue
Estou com uma aparência cadavérica
Meu olhar esta profundo
Meus cabelos estão compridos e cheios de nós
Estou tão depressivo
Não sinto com vontade de viver
Não me apaixono mais
Não quero atrapalhar a vida de ninguém
Se eu morrer amanhã
Deixarei saudosos as pessoas mais queridas?
Deixarei de ver Aurora pela janela?
Mas encontrarei meus ídolos?
Tudo talvez possa acontecer
Pois a única certeza é a morte que chegará

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir de fragmentos de poesias que fui escrevendo aos poucos e então surgiu esta poesia completa, não sou um tuberculoso e muito menos estou aqui para ridicularizar quem é, eu somente fiz uma poesia inspirada em um autor que tenho grande admiração e que me fez querer se aventurar no mundo das poesias, o autor é Álvares de Azevedo, sim já falei muito dele aqui, basta procurar no local de buscas do meu blog que vocês podem encontrar os posts ou então ir ver todos os posts desde o princípio para ver tudo que já postei e ai quem sabe encontrar tudo que já postei relacionado a ele. Hoje não vou colocar imagem, pois acho que não necessito ilustrar esta poesia.

31 de maio de 2018

2 POESIAS DECLAMADAS POR PAULO AUTRAN

Paulo Autran foi um ator brasileiro que declamou as duas seguintes poesias que encontrei no Youtube, sendo "A Carolina" de Machado de Assis e "Se eu morresse amanhã" de Álvares de Azevedo.

A Carolina - Machado de Assis


A CAROLINA

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.

Se Eu Morresse Amanhã - Álvares de Azevedo


SE EU MORRESSE AMANHÃ

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que amanhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n'alva 
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o doloroso afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

20 de outubro de 2016

FILHO (AMADO LEMBRADO E CARISMÁTICO)


Aí estás tu com teus vinte e três anos
Tua chegada era aguardada por todos
Quando pequeno tiveste carinho, olhares atenciosos e leite
Na escola tiveste amigos, alegrias e tristezas
Mas eu não queria que você se deitasse tão cedo
A surpresa foi tão grande que fico sem palavras

Desejo que sejas feliz aonde quer que tu estejas
Eu te adoro desde mil novecentos e oitenta e seis
Teu quarto e as tuas coisas estão intactas
Quem te conheceu sabia que era o melhor amigo
Possuía uma simpatia sincera e grandiosa
Olhe por todos como sempre olhou

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre a morte, porém inspirada em poesias ultra-românticas de Álvares de Azevedo. A imagem é meramente ilustrativa e foi retirada do Google.

13 de outubro de 2016

SIMPLES DE CORAÇÃO


Deixo o vento gélido bater no meu rosto pálido
Vejo várias rosas maravilhosas caindo como chuva
Lágrimas de verdadeiros amigos me deixam triste
Nessa noite estou deitado num leito diferente
Uma paisagem sombria que não paro de admirar
As ruas estão quietas como nunca ficaram

Taciturna noite que não vai findar tão cedo
Vinho tinto derramado no meu peito gélido
Olhos fechados sem sono e sem vontade
Órgãos vitais vivendo em outros corpos
Essa é a mais importante contribuição que queria realizar
Fui feliz até o último segundo da minha existência

Não fui importante no mundo como queria
Mas fiz a minha marca nos corações certos
Escrevi versos de poesias para me distrair
Leitores admiravam ou tentavam entender minhas poesias
Um dia sonhei com a seguinte frase
Num imenso jardim não vemos a semente que gerou este grandioso paraíso 

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre a morte, porém inspirada em poesias ultra-românticas, eu meio que fiz uma poesia de despedida, eu na época que escrevi ela tava no auge da influência das poesias de Álvares de Azevedo, quero pedir perdão para todos que acharam forte esta poesia. E a frase final foi realmente vinda em um sonho e depois que usei ela na poesia, a imagem foi retirada do Google.

2 de junho de 2016

RITUAL SAGRADO


Quando a lua cheia brilha no céu
Cachorros começam a latir recebendo a noite
Escrevo essa carta com o seu rubro sangue
Os cadáveres me cercam nessa noite fria de julho
Breves alucinações que mexem com a minha cabeça oca
Meus olhos brilham ao observar atentamente o luar

Aos poucos descubro que me isolando é um tédio
Nessa bela noite me flagrei pensando em você
Quanto mais penso menos te esqueço
As minhas mãos estão frias e sujas do seu sangue
Não paro de sentir a dor insuportável do arrependimento
O dia começa a raiar e eu continuo solitário

Amei seu rosto pueril e grácil até o seu último suspiro
Seus lábios pequenos eram tão rubros e belos
Teu corpo jovem foi enterrado com carinho
Um ritual sagrado feito para um amor eterno
Seu sangue continua sendo a tinta da minha carta
Vou terminar a carta e voltarei para minha casa

Ainda tenho que relatar os acontecidos detalhadamente
Será que eu devia ter feito isso para eternizar um amor?
Essa maldita dúvida vai me matar de remorso
Finalizo a carta repousando-a em cima do seu leito
No caminho de casa um carro em alta velocidade me mata
Concluindo o ritual do amor eterno aconteceu finalmente

Arthur Claro

Essa poesia foi criada inspirada nas poesias ultra-românticas de Lord Byron, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos e outras referências, essa poesia não é real e nem inspirada em nada realista. A imagem é meramente ilustrativa e foi retirada do Google.