21 de julho de 2026

21/07/2026 - A PLATEIA DO MEU PRÓPRIO TOMBO

Meus olhos tristes leem nas entrelinhas as palavras cínicas de um sorriso faceiro - aquele que me enganou.
Neste momento me sinto um palhaço do circo, aonde a plateia ri de mim, mesmo eu não fazendo nada do que tropeçar e cair nas armadilhas.
Durante os anos da minha vida, vi dias, semanas, meses e anos irem sem voltar para uma despedida que seja pra não ficar aquele gosto amargo de final.
O silêncio é ensurdecedor quando apago as luzes do meu quarto, viro várias vezes antes de embalar no sono profundo, caminhar pelos sonhos tranquilos e pesadelos inexplicáveis, mas quando menos espero o despertador berra me acordando e me obrigando a sair da cama, abro os olhos, a solidão esta ali se fazendo presente e me observando.
Olho as paredes vazias, onde antes tinha nossas fotos, mas depois que você se foi, o que sobrou foi os pregos e a poeira, eu levanto, me arrasto pelo corredor frio repetindo a rotina diária, percebo que é automático tudo que faço, mas não me esforço para mudar.

Essa crônica não tem nada haver com o autor (Arthur Claro) e muito menos inspiração na música "A Queda" da Gloria Groove.