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24 de outubro de 2024

SERAPHINA NA PENUMBRA

Na calma dos livros antigos está ela
Entre páginas, um castiçal de vela e flores
Cabelos dourados como os raios de Sol
Sua tez alva é um poema prestes à começar
Seus olhos castanhos são espelhos com mistérios
Refletindo o presente, escondendo o passado e imaginando o futuro

No mundo de fantasias ela se perde e se encontra
Folhas amarelas, chama quente e flores belas
Uma brisa beija os fios de cabelos dourados
Arrepia a pele e um sorriso nasce nos lábios
Olhos atentos a cada palavra escrita
Revelando a história ali apresentada

Em um mar de emoções descobre mundos fictícios
Ela é a guardiã dos enigmas para decifrar
Seus guias são a sabedoria e a curiosidade
Uma nova jornada a cada capítulo
Os personagens são seus novos amigos
A luz do castiçal ilumina os momentos sombrios

Arthur Claro


Essa poesia foi criada inspirada numa imagem que eu infelizmente não salvei para apresentar para vocês, me desculpem, eu só pedi para o Chat GPT me ajudar a criar um título para a poesia inspirado na imagem, ele mesmo que escolheu esse nome para a musa inspiradora.

5 de maio de 2022

NAS RUAS

Na penumbra da rua há meninas
Que tem os seus corpos para o pecado
E os seus sentimentos não importam
Cafajestes violam seus buracos sem respeito
Eles cospem e gozam nelas todas as noites
Depois depositam uma grana de consolação

Na penumbra da rua há meninos
Que tem os seus corpos espancados
E não tem direitos de resposta
Os cafajestes os torturam
Eles pisoteiam e disparam tiros
Depois abandonam os corpos

Há cafajestes nesta cidade
Que cospem nos meninos
Há cafajestes nesta cidade
Que pisoteiam nas meninas
Depois fogem limpando o sangue das suas roupas
Depois lavam suas mãos e os seus rostos

Na penumbra da rua há você
Alguém vai se aproximar
Não vai te dizer nada
Irá te abordar sem pestanejar
Você não vai ter nenhuma reação
Depois por sorte você continuará com vida?

Na penumbra da rua tem alguém?
Quem é e o que faz lá?
Será que vai aparecer os cafajestes também?
O que eles vão fazer?
Mas o que importa?
Depois não vai existirão notícias no jornal

Arthur Claro


Essa poesia é mais uma das que fiz para falar sobre a violência que acontece diariamente nas cidades, eu pouco assisto jornal, leio notícias e mesmo assim vejo sempre casos sobre o que escrevi na poesia, eu por mais que seja desapegado a informação, eu me informo bem para poder saber o que esta acontecendo com o mundo ao meu redor, não sou um exemplo a ser seguido, só acho que as notícias se repetem só mudam os anos que são publicadas, se alguém quiser que eu faça um post sobre este meu ponto de vista deixa nos comentários. Sobre a poesia, quero dizer que ela foi criada como uma reflexão sobre a violência e as motivações da existência dela.