Ela se encontrava repousando de pés unidos e mãos entrelaçadas dentro do caixão, a sua tez estava mais branca que a habitual, porém ninguém tinha notado este pequeno detalhe, todos estavam mais preocupados com o seu Aristeu que chorava copiosamente e que parecia não ter fim as lágrimas.
Alguns parentes chegavam para prestar as últimas homenagens para Geneci, fazendo discursos homéricos, exaltando os feitos dela, abraçando o seu Aristeu quando finalizavam seus dizeres, foi então a vez de algumas vizinhas se aproximavam do caixão, beijando as mãos da falecida, fazendo o sinal da Cruz e dedicando suas orações.
Uma reunião de pessoas que tinham alguma certa ligação com a Geneci, porém quando chegou o padre Simeão para fazer uma oração pela alma da Geneci, consolar os familiares e inclusive o seu Aristeu que já estava um pouco mais calmo naquele momento das palavras ditas pelo padre.
Logo após o "AMÈM" dito em uníssono por todos os presentes, o cortejo se iniciou em direção a cova que já estava aberta, filhos e netos seguravam as alças laterais do caixão carregando pelo trajeto, seu Aristeu era amparado pela filha que o segurava com toda a força, assim que chegaram a cova, mais alguns presentes disseram algumas palavras e então começaram o ritual de colocar o caixão dentro da cova seguido de arremessos delicados das flores sobre a tampa de madeira, seu Aristeu foi o último a fazer o gesto de deixar uma flor sobre o caixão, nisso chega o agente da funerária esbaforido, ele puxa o ar e então diz:
- Me desculpem todos os presentes, mas esse não é o caixão da Dona Geneci, eu me confundi e entreguei o caixão da senhorita Marcia.
Após essa declaração cômica, algumas pessoas tentaram não rir, mas todos tiveram essa vontade se não fosse triste.
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