2 de abril de 2015

RUBRA ROSA


Uma roupa puída com alguns buracos e muito fétida
Cabelos embaraçados e um rosto imundo com uma ferida
A cicatriz que um canivete fez numa briga de rua
Olhar triste no semblante de um senhor que já foi feliz
Sua nova namoradinha ganhava a vida sendo meretriz
Toda noite ele pedia para ela ficar totalmente nua

Barba comprida esconde um pouco o triste semblante
Sua namoradinha o deixava todo lancinante
Numa noite de sarros um policial separou o casal
O velho mendigo foi para a cadeia e a namoradinha foi raptada
Na cadeia o mendigo chorava e a namoradinha era estuprada
Esse mendigo era tratado todos os dias como um animal

O tempo passou e o casal estava novamente junto
Mas a namoradinha agora chora pelo pobre defunto
Velho mendigo quando foi libertado não aguentou e morreu
A namoradinha jurou vingança contra esses covardes
Seduziu um policial e roubou a casa dele sem alardes
No dia seguinte a sua honra no jornal apareceu

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre uma realidade com pitada de ficção e/ou uma ficção com pitada de realidade, não sei, mas quis mostrar uma história de amor de dois seres humanos que formam um casal aonde o amor prevalece.O nome da poesia é um dos símbolos do amor na minha opinião.