9 de novembro de 2017

PASSADO, PRESENTE E PORVIR

Passado

Eu estava olhando seriamente uma garota muito bela
Não deixava ela entender o meu olhar de desejá-la
Eu observava atentamente o seu belo caminhar
Resolvo subitamente prende-la na parede do meu porão
A angelical garota me despertou uma grande paixão
Eu a torturava para me aproximar

O tempo que ela permaneceu aqui fui feliz
De dia ou de noite eu deixava nela uma dolorosa cicatriz
Quando eu encontrava com ela eu demonstrava o meu amor
Ela chorava copiosamente que me deixava radiante
Eu pedia ao nosso Senhor para ela ser a minha amante
A graciosa virgem sem querer me encantou sem temor

Adorava ver seu corpo de sangue rubro manchado
Mesmo nervosa a princesa me deixava abobalhado
Para passar o tempo eu a deixava seminua
Eu a torturava para sentir um inexplicável prazer
Aquela bela garota era tudo que eu sempre quis ter
A sua beleza só se podia ser comparada com a da lua

Enquanto eu não torturava minha princesa sonhava com seus beijos
Eu me escondia no quarto para suspirar cheio de desejos
Via nos olhos dela que ela pedia para ser libertada
A minha tortura era pra ficar perto dela sem ser reprimido
A beleza dela era radiante que aumentava minha libido
Ela estava descansando graciosamente totalmente pelada

Presente

Aquele desprezível homem me olha sério
Eu não consigo decifrar seu olhar de mistério
Seus olhos verdes me observam atentamente
Num súbito momento estou presa na parede
O mentecapto me faz passar fome e sede
Ele me tortura com uma barra quente

Os dias custam a passar nessa prisão
Sou torturada de noite e de dia sem perdão
Quando encontro o beócio sinto muita repugnância
A face dele fica radiante enquanto estou sofrendo
Faço várias preces para continuar vivendo
Esse boçal que me tortura não teve infância

Meu sangue escorre pelo meu corpo igual ao suor
O estúpido imagina que me torturando será o melhor
Ele me humilha para matar seu ócio
Não entendo o motivo que ele me tortura assim
Será que esse ignorante tem raiva de mim?
Dele com certeza eu tenho muito ódio

Quando não estou sendo torturada escrevo isso em códigos
Assim consigo me comunicar com os meus amigos
Meus companheiros que moram no lado esquerdo do peito
Que são tão especiais que eu com certeza não esqueço
Essa humilhação que sofro será que tem preço?
Agora vou descansar em paz nesse eterno leito

Porvir

Um homem e uma mulher irão trocar olhares secretos
Os dois não conseguirão entender esses encontros indiretos
Ele a observará com seus olhos verdes caminhando com graça
De súbito ele a sequestrara para tê-la em seu domínio
Ela será a gata angelical e ele o vira-lata mentecapto no cio
Para impedir ela de falar ele colocará uma mordaça

Ele sentirá muito prazer em tê-la em suas mãos fétidas
De noite ou de dia ela possuíra várias feridas
Eles demonstraram sentimentos desfavoráveis
Sentimentos com alegrias e sofrimentos
Cada um fará preces em seus respectivos aposentos
Ela terá asco dele por motivos justificáveis

Gotas de sangue escorrerão do corpo feminino
Fascinará o parvo masculino
Ele arrancará a roupa dela para degradar
Sem motivos ele fará esses martírios
Mas serão feitos para saciar os delírios
O ódio dela só irá aumentar

Escrituras em códigos e sonhos haverá nos intervalos
Desejos secretos e comunicação dos ambos os lados
Empatia e simpatia irão se unir
Uma união de carinhos diretos e indiretos
A humilhação não terá valores certos
Um corpo nu sem volta irá partir

Arthur Claro

Essa poesia foi criada na minha vontade de criar 3 poesias numa mesma, então comecei escrevendo a poesia no presente e depois fui adaptando no passado e no porvir logo depois que finalizei o presente, a ideia é contar uma mesma história no olhar de um homem, de uma mulher e de uma terceira pessoa que verá o fato ocorrer, pois a história dessa poesia é algo que aconteceu, acontece e acontecerá se ainda deixarem homens maltratarem mulheres sem puni-los por esse crime. Espero que gostem como eu gostei de ter feito, sim hoje não coloquei foto, porque achei que não fosse necessário.

Um comentário:

  1. Adorei a poesia e a explicação dela. Muito forte e impactante.
    Até mais,
    Emerson Garcia

    Jovem Jornalista
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