3 de dezembro de 2015

COMEÇO DA MORTE



Crepúsculo
Penhasco
Gritos
Mais gritos
Ninguém escuta
Espinhos
Pedras pontiagudas
Outros gritos aterrorizados
A morte está perto
Não tem ninguém para salvar
Confissões de erros
O último grito
Sangue
Vermes se alimentando
Ossos quebrados
Uma viagem sem volta
Não é o fim da vida

Mas sim o começo da morte

Arthur Claro

Essa poesia foi criada durante uma apresentação de literatura que eu assisti de um curso de Letras de uma faculdade que fechou aqui na minha cidade, o grupo expôs essa imagem que é um quadro de Caspar David Friedrich que se chama Viajante junto ao mar de neblina, eu quando vi esta imagem me apaixonei a primeira vista, nem sabia seu nome e nem quem era seu criador, pedi uma folha de rascunho para a minha irmã que assistia junto comigo está apresentação, porém ela estava avaliando, eu escrevi estes versos todos durante a apresentação, curti tanto o resultado da poesia como a imagem e a apresentação.

2 comentários:

  1. Hmmmmm
    Muito boa, e interessante a forma como foi criada!
    Bjus Arthur

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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  2. Muito legal... Do nada vem as melhores coisas, poesias e até mesmo grandes amores.
    Também gostei da imagem! Bjs AC

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