30 de abril de 2015

OS ÚLTIMOS VERSOS


A face gélida e o corpo inerte no leito
O coração com batimentos fracos no peito
Tuberculose de tosses constantes e violentas
Olhos da face triste com a vista fraca
Língua que falou agora não é uma matraca
Os sentimentos verdadeiros são tudo umas tormentas

Mãos trêmulas não escrevem seu vício
Olhando com admiração e alegria o precipício
Raros amigos brindam lágrimas esse fim
Tenebroso dia de chuva molha o caixão do jovem poeta
O sonho acabou como o fim de uma meta
Seu corpo repousa eternamente nesse triste jardim

Ei amigos não vamos esquecer dele de repente
Melhores lembranças guardadas na profundidade da mente
Mensagens de amor e carinho ao tolo morto sem medo
Ele está melhor que nós aqui na barulhenta cidade
Despedidas são feitas sem nenhuma vontade
O jovem poeta foi visitar Deus muito cedo

Aprendemos a gostar dele como um bom samaritano
Os discursos que ele fazia que ele era um simples ser humano
Todos seus amigos adoravam suas palavras de conforto
O dia sem uma palavra dele parece tão monótono
Longos dias de tormentas no simpático outono
O jovem poeta agora esta morto

Muitas flores chegam para ele no seu jazigo
O momento fúnebre faz chorar seu melhor amigo
Realidade imutável de um mundo simplório
Tenham esperança da mudança mundial
O desejo de mudar tem que ser crucial
Seja consciente para não fazer seu próprio velório

Escute e fale o que você sentir no fundo do coração
Mentira não ajudará em nada tem que ter muita ação
Momentos felizes com ele vocês não podem deixar dispersos
Ele escreveu antes de morrer algumas palavras raras
Dedicou a sua amada que sempre amaras

O seu amigo no enterro leu os últimos versos

Arthur Claro

Essa poesia foi criada para mostrar como a vida pode acabar tão cedo e também tem uma mensagem subliminar, quem encontrar diga nos comentários quais foram os últimos versos do poeta, atenção esse poeta não sou eu, estou bem vivo depois dessa poesia e ela foi escrita faz tempo.

Um comentário:

  1. Linda e tristinha poesia!...Porém a vida acaba mesmo a qualquer hora, ninguém nunca sabe...

    Ao tolo morto sem medo, ao tolo morto sem medo...

    Ainda bem, que para a sorte dos leitores o poeta está bem vivo!!!
    Beijos Arthur

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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